Mariana Carvalho
O que é a
varíola dos macacos?
É uma zoonose
viral, isto é, uma doença infeciosa que passa de animais para humanos. Esta é
causada pelo vírus da varíola símia, que é membro da família de Orthopoxvirus,
a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos. Foi
descoberta pela primeira vez em 1958 quando dois surtos de uma doença
semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos utilizados para pesquisas
- daí a associação aos macacos e o nome "Monkeypox".
O primeiro
caso humano foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um
período de esforços intensos para eliminar a varíola.
Portugal é o
país com mais casos confirmados por milhão de habitantes. Há já 74 casos e
todas a infeções confirmadas são em homens entre os 23 e 61 anos, que se mantêm
estáveis e sem sintomas graves.
Quais os
sintomas?
No início
sente-se febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, ou seja, sintomas
pouco específicos, semelhantes a uma constipação ou gripe. Em geral, de a 1 a 5
dias após o início da febre, aparecem as lesões cutâneas na pele, que são
chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Estas lesões aparecem
inicialmente na face, espalhando-se para outras partes do corpo e vêm
acompanhadas de prurido (comichão) e aumento dos gânglios cervicais, inguinais e
uma erupção formada por pápulas (calombos), que mudam e evoluem para diferentes
estágios.
Como é a
transmissão?
A varíola dos
macacos não se espalha facilmente entre as pessoas- este vírus é considerado de
transmissibilidade moderada entre humanos e a proximidade é um fator necessário
para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato
muito próximo e direto com um animal infetado (em especial roedores) ou com
outros indivíduos infetados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas
ou gotículas do sistema respiratório. A transmissão pode ocorrer também pelo
contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infetado,
por exemplo, contato com material que teve contato com a pele (toalhas, lençóis…)
usados por alguém doente. Atualmente, tem-se observado que homens que têm
relações sexuais com pessoas do mesmo sexo têm sido maioria entre os infetados.
No entanto, é importante enfatizar que a varíola de macacos não é uma infeção
sexualmente transmissível - ela pode ser transmitida durante contato sexual e
íntimo e deve-se evitar a estigmatização de pessoas com esta infeção.
O período de
incubação é de 6 a 13 dias, podendo variar entre os 5 e os 21 e tem uma taxa de
mortalidade entre 3 a 5%.
Qual é o
tratamento?
Em relação ao tratamento, ainda não há, mas existem alguns antivirais desenvolvidos contra a varíola. Para além disso, as vacinas que já foram desenvolvidas mostraram ser 85% eficazes contra esta patologia. Contudo, visto que a varíola não representa uma ameaça há mais de 40 anos, o fornecimento destas vacinas é hoje muito limitado. Ainda assim, a DGS está a ponderar a eventual necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e profissionais de saúde.
Decidi falar sobre este tema pois ultimamente, quando parece que as coisas estão a ficar melhor, surge sempre algo para piorar. Primeiro foi a pandemia, da qual ainda não nos livrámos, depois a guerra e agora isto. Apesar de, graças à ciência, já se conhecer muito bem este vírus e com o auxílio da tecnologia terem sido desenvolvidas vacinas e antivirais, é um pouco estranho o facto de este vírus ter sido dado como erradicado mas ter voltado a surgir. Mesmo não sendo um vírus tão grave e transmissível como, por exemplo, a covid, é mais um motivo de preocupação e cuidado acrescido que a sociedade tem que ter em conta. Portugal é de facto o terceiro país europeu com mais casos confirmados e penso que quanto mais pessoas estiverem informadas acerca dos sintomas e do que é esta doença, mais fácil será prevenir, protegermo-nos a nós e aos outros.
Obrigada!! :)
Hoje estou de
volta com mais uma publicação, desta vez sobre como uma parte do ADN do
peixe-zebra pode abrir portas na luta contra a diabetes e cancro do pâncreas.
Sabe-se hoje
que só cerca de três por cento do ADN é composto por genes que codificam
proteínas, as ferramentas essenciais para o organismo. Os restantes 97% são
catalogados como "genoma não-codificante". Durante muito tempo, esta
esmagadora maioria do ADN foi menosprezada e tratada como "lixo",
pensando-se que não tinha qualquer funcionalidade, mas a verdade é que há
alterações genéticas associadas a determinadas doenças que têm origem nessas
regiões não-codificantes do genoma, aumentando assim a importância do seu estudo.
É precisamente isto que que move o investigador José Bessa, cuja mais recente descoberta pode valer avanços significativos nesta área.
Mas porquê a
escolha deste animal?
Este
investigador e a sua equipa descobriram uma grande semelhança entre o pâncreas
do peixe-zebra e o pâncreas humano, o que faz com que este animal possa ser
visto como o modelo ideal para melhor compreender algumas doenças humanas como
a diabetes ou o cancro do pâncreas. Estas são doenças sobre as quais José Bessa
tem focado o seu trabalho e que, sabe-se já, resultam em parte de alterações no
genoma não-codificante.
Humanos e
peixes têm um ancestral comum e partilham muitas sequências genéticas
"conservadas" (aquelas que apresentam funções essenciais) ou
semelhantes. Ao nível de genoma não-codificante, no entanto, o que se conhecia
é que existia uma grande divergência. Porém, a grande descoberta que, apesar
dessas sequências não-codificantes serem divergentes, elas ainda assim
partilham funções semelhantes. Ou seja, sublinha o investigador, "verificámos
que existe uma equivalência funcional, o que é extraordinário, porque abre
caminho para muitos estudos de doenças que apresentem fatores genéticos".
"Uma das
descobertas mais interessantes dos últimos anos, nesta área, é que tanto o
cancro pancreático, como a diabetes, têm uma componente hereditária. Há pessoas
com probabilidades maiores de desenvolver estas doenças porque na família
existe historial da doença. Isso representa que existem alterações genéticas no
nosso genoma que fazem com que as pessoas tenham mais propensão para a
doença", descreve José Bessa.
Mas afinal,
onde é que estão essas alterações genéticas?
Têm-se feito
estudos de associação genética para identificar marcadores no genoma das
pessoas que desenvolveram estas doenças averiguar quais as semelhanças
genéticas entre elas. Quando se começaram a desenvolver esses estudos para ver
quais as regiões onde se verificam as alterações genéticas, verificou-se que se
encontram muito frequentemente no genoma não-codificante.
Por isso, o que o investigador e a sua equipa fizeram foi "tentar perceber se havia regiões funcionalmente homólogas" entre o pâncreas humano e o pâncreas do peixe-zebra onde essas alterações genéticas poderiam estar localizadas e, assim, o estudo foi concentrado "em regiões onde poderia haver equivalência de funções no quadro destas patologias". Focaram-se então numa deleção no genoma não-codificante humano associada a uma má funcionalidade do pâncreas (agenesia pancreática, que provoca um pâncreas mais pequeno e procuraram no peixe-zebra “uma região que tivesse marcadores epigenéticos equivalentes".
"Induzimos
uma deleção nessa região e verificámos que isso aumentava também a
possibilidade de um pâncreas mais pequeno no peixe", sintetiza.
Ou seja,
mesmo não existindo sequências semelhantes do genoma não-codificante ativas no
pâncreas do peixe-zebra e do humano, há sequências que, sendo divergentes,
apresentam a mesma funcionalidade.
Um dos
grandes mistérios da genética, o verdadeiro papel do ADN não-codificante vai
sendo assim desvendado à medida que se fazem este tipo de descobertas. A
presença de variantes em sequências de genoma não-codificante pode provocar
alterações em toda a engenharia genética e interferir no funcionamento de
vários órgãos, como verificado neste caso com o pâncreas, contribuindo para o
desenvolvimento de doenças como a diabetes tipo 2 - uma das doenças mais comuns
da atualidade, afetando mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo, um
número que se estima vir a triplicar até 2035.
Escolhi falar
sobre esta notícia pois acho importante partilhar com as pessoas as novas
estratégias que são desenvolvidas pelos cientistas. Estas são sem dúvida
extremamente importantes e abrem novas portas para estudar diversas doenças que
afetam milhões de pessoas. Nunca tinha ouvido falar deste peixe mas acho incrível
que, pelo “simples” facto de o pâncreas deste animal ter uma grande semelhança com
o nosso ser possível, não só estar mais próximo de desvendar um dos mistérios
da genética, mas também contribuir para um conhecimento mais aprofundado acerca
destas patologias. Para além disso, penso que cada vez mais quase tudo à nossa volta (sejam animais, plantas, etc...) pode ser estudado, utilizado e bastante útil na descoberta de novos métodos, avanço da ciência e muitas outras coisas que irão facilitar e melhorar a vida da sociedade.
A notícia que vos trago hoje é sobre a Espanha, que pode tornar-se o primeiro país da Europa a aprovar uma licença menstrual de três dias.
Esta medida faz parte de um projeto de lei para a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos, e vai ser encaminhada ao executivo espanhol para aprovação na próxima terça-feira. Juntamente com esta, surge uma medida que permitirá que jovens a partir dos 16 anos tenham acesso à interrupção voluntária da gravidez sem aprovação parental e garantir ainda que o aborto seja realizado em hospitais públicos.
Numa entrevista para o jornal “El Periódico”, a secretária de Estado de Espanha para a Igualdade afirmou que o direito à licença de uma licença médica de três dias enquanto durar o fluxo deve ser concebido a mulheres que sofrem de cólicas e outras dores graves.
"Quando o problema não pode ser resolvido clinicamente, acreditamos que é muito sensato que haja [o direito a] uma incapacidade temporária associada a esse problema".
"É importante esclarecer o que é uma menstruação dolorosa. Não estamos a falar de um leve desconforto, mas de sintomas graves como diarreia, fortes dores de cabeça e febre."
Segundo a Secretária, quando sintomas parecidos com estes aparecem associados a uma doença, os trabalhadores têm o direito de se ausentar dos seus cargos até se recuperarem e "O mesmo deve acontecer com a menstruação, existindo a possibilidade de que, se uma mulher tiver um período menstrual muito doloroso, ela possa ficar em casa."
Há até um estudo que diz que 53% das mulheres sofrem de menstruação dolorosa e entre as mais jovens esta percentagem chega aos 74%.
Para além disto, este projeto de lei propõe que:
- as escolas sejam obrigadas a oferecer pensos higiénicos e outros produtos de higiene feminina para todas as alunas;
-a eliminação dos impostos agregados a estes produtos;
- os anticoncecionais e a pílula do dia seguinte sejam publicamente distribuídos gratuitamente nas escolas durante campanhas de educação sexual.
Escolhi partilhar esta notícia pois acho que esta medida, em especial a de as mulheres poderem ficar em casa até três dias se tiverem uma menstruação dolorosa, devia ser aplicada em mais países. A verdade é que especialmente os primeiros dois dias de menstruação podem ser muito complicados para certas mulheres. As cólicas muito intensas e dores de cabeça provocam, não só muito desconforto, mas também acabam por impedir a mulher de fazer as tarefas do dia a dia (trabalhar, estudar, etc..) com a mesma disposição, atenção, vontade, eficácia e produtividade. Já me aconteceu inclusive ter de ir para casa a meio de um dia de escola por causa das dores e por não conseguir estar uma hora e meia concentrada e focada nas aulas.
Assim, tal como acontece com várias doenças, gripes e constipações, acredito que esta seja uma causa igualmente digna e que justifique a licença médica. Para além disso, concordo com o facto de as escolas terem de oferecer produtos de higiene feminina a todas as alunas. Hoje em dia até os pensos higiénicos estão mais caros, o que não faz sentido visto que há muitas pessoas com dificuldades e é um bem essencial a todas as raparigas.
E vocês, o que acham destas medidas?
Até à próxima!
A notícia que vos trago hoje é sobre a realização
da primeira cirurgia de cancro da mama com utilização da tecnologia 5G.
O que é a tecnologia 5G e em que consiste?
A tecnologia 5G é a
próxima geração de rede de internet móvel. Esta junta o presente e o futuro num
mundo em que milhões de dispositivos se ligam em tempo real, a velocidades
nunca vistas. É cerca de 100 vezes mais rápido que o 4G e tem a capacidade de conectar
milhões de pessoas e equipamentos ao mesmo tempo sem falhas, com inteligência e
com toda a segurança. Reduz ainda a latência, ou seja, o tempo de resposta da
rede entre um comando e uma ação ronda os 5 milissegundos, permitindo cirurgias
à distância e muito mais. É uma transformação profunda do papel que a
tecnologia desempenha na sociedade, graças a uma rede ágil e inovadora,
construída à medida das pessoas, da economia e do ambiente.
Pela primeira vez, graças à realidade
aumentada e à 5G, teve lugar, entre a Fundação Champalimaud, em Lisboa, e a
Universidade de Zaragoza, em Espanha, uma experiência inédita em cirurgia do
cancro da mama. A intervenção foi supervisionada remotamente por um segundo
cirurgião, mas tudo se passou como se este estivesse mesmo na sala, a olhar por
cima do ombro do cirurgião que realizou a operação.
No dia 5 de maio, pelas 15h (hora de Lisboa), o cirurgião Pedro Gouveia esteve no seu bloco operatório da Unidade da Mama da Fundação Champalimaud, em Lisboa, e iniciou, como tantas outras vezes, uma cirurgia de cancro da mama. Um outro cirurgião da mesma unidade, o espanhol Rogelio Andrés-Luna, esteve entretanto a assistir à operação, intervindo, quando necessário, para fornecer a Pedro Gouveia informação complementar e ajudar a até orientar os gestos do cirurgião.
Antes de mais, Pedro Gouveia estava equipado
com óculos de realidade mista (HoloLens 2, desenvolvidos pela Microsoft), que permitem uma visão transparente do mundo real à sua volta –
nomeadamente a sua doente, deitada na maca – e, ao mesmo tempo, ter acesso a
informações projetadas sobre as lentes especiais, tal e qual a viseira do
capacete de um piloto militar.
Rogelio Andrés-Luna não estava fisicamente no bloco operatório durante a cirurgia – nem em Lisboa, nem mesmo, aliás, em Portugal. Encontrava-se a mais de 900 km de lá, no palco do Congresso da Associação Espanhola de Cirurgiões da Mama, que decorre de 5 a 7 de Maio na Faculdade de Medicina da Faculdade de Zaragoza, a demonstrar, juntamente com Pedro Gouveia, uma inédita forma de supervisão cirúrgica remota.
Rogelio teve, como único
instrumento de trabalho, um laptop ligado às HoloLens de Pedro Gouveia, via
rede privada 5G da Altice Portugal, associada à Movistar em Espanha, através de
um dos habituais browsers da Web, por um software dedicado, desenvolvido pela
empresa remAID (sediada na Alemanha). E, apesar da distância física
considerável entre os dois médicos, tudo se passou como se o
“cirurgião-supervisor” estivesse mesmo ao pé do “cirurgião-executante”, a olhar
por cima do seu ombro e a assisti-lo na sua delicada tarefa.
Ao longo da intervenção, não só Rogelio Andrés-Luna pôde ver exatamente o que Pedro Gouveia estava a fazer num preciso instante, mas Pedro Gouveia, pelo seu lado, pôde receber, quase instantaneamente através das HoloLens, informações úteis e oportunas naquele instante, em particular pequenos vídeos de cirurgias semelhantes, já realizadas. Conseguiu até visualizar oportunamente, à frente dos seus olhos, sobreposto ao corpo da doente e desenhado em tempo real por Rogelio Andrés-Luna no seu laptop, um traço azul que lhe indicou o local escolhido para fazer a incisão inicial.
No seu papel de tutor, diz Rogelio Andrés-Luna pelo seu lado, “dei indicações ao meu ‘aprendiz’”. “Assinalei (com o meu ‘lápis’ azul) os locais onde era preciso ter mais cuidado, mostrei imagens e vídeos. Estivemos em contacto audiovisual permanente.”
“Realizamos a primeira experiência no mundo de utilização, ao vivo e em direto, daquilo a que se dá o nome de ‘remote proctoring’, durante uma cirurgia de cancro da mama”, explica entusiasmado Pedro Gouveia.
Se Pedro Gouveia acredita que esta metodologia de supervisão à distância tem o potencial de se tornar uma das características-chave do bloco operatório do futuro que ele vislumbra, é precisamente porque a 5G leva o remote proctoring para um novo patamar em termos de simultaneidade.
O sucesso desta experiência, que constituiu um primeiro passo – uma “prova de conceito” poderá mudar a forma como se realizam as cirurgias no futuro, e em particular permitir não só um treino mais realista dos estudantes, mas também um maior apoio aos cirurgiões que estão em início de carreira e realizam as suas primeiras cirurgias. Estes poderão assim ter a ajuda e supervisão de cirurgiões mais experientes e sentir-se muito mais seguros.
Atualmente, uma vez acabada a sua formação,
os jovens cirurgiões estreiam-se geralmente sem acompanhamento - sobretudo
quando trabalham em locais ou países remotos onde são a única pessoa
qualificada para realizar uma determinada cirurgia. As operações que realizam
podem ser gravadas e avaliadas a posteriori, mas durante o ato cirúrgico,
“eles estão sozinhos, a precisar de ajuda”, diz Pedro Gouveia. A nova abordagem
que foi agora testada, poderá minimizar esse problema, fornecendo aos
cirurgiões principiantes a tão necessária supervisão em tempo real,
nomeadamente por parte dos seus professores e mentores.
Esta notícia chamou-me à atenção porque ultimamente tenho ouvido muito falar desta nova tecnologia, sobretudo nos telemóveis. A utilização do 5G para estes fins é sem dúvida mais um avanço tecnológico, uma mais valia para a sociedade e uma nova ferramenta que vai ser bastante útil. Penso que irá ser muito benéfico, sobretudo para o setor da saúde, que é um dos mais importantes. A utilização da tecnologia 5G e da realidade aumentada vai permitir uma oferta de saúde à distância mais eficaz e rápida. Sejam consultas, cirurgias, acesso aos melhores médicos, melhor formação de profissionais, etc.. A verdade é que continuo a surpreender-me com este tipo de inovações e espero que tenham um impacto positivo na vida de cada um de nós!
obrigada!!
Olá outra vez e sejam bem-vindos a mais uma publicação!
Hoje venho falar-vos sobre uma notícia que saiu no passado dia 28 de março
sobre a descoberta de microplásticos no sangue humano pela primeira vez.
Esta notícia baseia-se num estudo feito que identificou a
presença de microplásticos no sangue humano, comprovando que as partículas
podem viajar pelo nosso corpo e é possível que se possam alojar nos órgãos.
Este estudo, publicado na revista Environment
International, analisou amostras de sangue de 22 doadores anónimos, todos eles
adultos e saudáveis. Em 17 dos 22 participantes (80% das amostras) foi
identificado, não só a presença de microplásticos no sangue, mas também os
diferentes tipos de plásticos. Deste modo, foi possível perceber qual a maior
fonte de microplásticos no nosso dia-a-dia.
Em metade das amostras analisadas, o PET (embalagens, garrafas…) foi encontrado e considerado o mais comum. Um terço dos doadores apresentava plástico poliestireno, presente nas embalagens de vários alimentos e outros produtos e cerca de um quarto continha polietileno, utilizado nos sacos de compras comuns.
Este estudo procurou ainda otimizar algumas técnicas
utilizadas anteriormente para que fosse possível a deteção de objetos microscópicos
com até 0.0007 milímetros, o que foi crucial para identificar os microplásticos
no sangue. Os investigadores responsáveis garantiram ainda que não usaram
material de laboratório constituído por plástico, de modo a não afetar ou
alterar os resultados.
Mas
o que é que isto significa para a saúde humana?
Esta é sem dúvida
uma pergunta que precisa de uma resposta rápida e “urgente” e, ainda que os
cientistas não consigam responder concretamente a esta questão, há vários
estudos complementares e factos que indicam que esta descoberta é motivo de
preocupação.
Como sabemos, o plástico é um dos materiais artificiais
mais facilmente encontrados no planeta Terra e a sua produção tem vindo a
aumentar continuamente e com bastante rapidez. Desde 1950 que aumentou de 2
milhões de toneladas por ano para 359 milhões em 2018 e estima-se que em 2040
atingirá 540 milhões. Para além disso, a libertação de microplásticos contribui
para a poluição do planeta e mata milhões de animais marinhos por ano.
Um dos poucos estudos que se foca concretamente o efeito dos microplásticos em organismos vivos foi realizado em ratos e os resultados confirmam a preocupação dos cientistas. Os ratos expostos a grandes quantidades de plástico desenvolveram inflamações intestinais, apresentaram uma contagem de esperma abaixo dos níveis normais e consecutivamente menos filhos e mais pequenos em tamanho.
No que toca aos efeitos do microplástico nos humanos, as pesquisas disponíveis são ainda mais escassas e até agora estes níveis de microplásticos no ambiente não parecem afetar significativamente a saúde humana. Porém, é possível que isto mude rapidamente num futuro próximo e há até evidências de que os microplásticos podem ficar presos nas membranas exteriores dos glóbulos vermelhos, limitando a sua capacidade de transportar oxigénio.
E
agora? O que retirar desta recente e nova descoberta?
Esta é uma pergunta difícil de responder, uma vez que ainda há muitas questões pendentes sobre esta descoberta. Contudo, não há dúvida que a comunidade científica tenha de estar alerta para este assunto, sendo muito importante continuar este estudo e perceber
exatamente qual o impacto dos microplásticos para a nossa saúde. Agora que
sabemos que pode efetivamente ter algum impacto, há que dar especial
importância por exemplo aos bebés, que são alimentados a partir de recipientes
de plástico que libertam microplásticos, levando-os a ingerir milhões deste
tipo de partículas diariamente.
Escolhi trazer esta notícia pois quando li o título
deixou-me bastante curiosa e preocupada ao mesmo tempo. Nos últimos tempos
tem-se investido e alertado muito para a necessidade de reduzir o consumo e
desperdício de plástico, que já causou danos irreversíveis no planeta. Já sabia
do impacto que os microplásticos tinham na poluição do planeta e morte de
espécies marinhas mas nunca tinha pensado que algum dia podiam ser uma ameaça à
saúde humana desta forma. Apesar de não se saber ainda ao certo o que é que
este material pode fazer ao nosso corpo, acredito que este seja motivo de preocupação
acrescida e mais uma forte razão para as pessoas estarem mais alerta para a
quantidade de plástico que utilizam e acabam por ingerir. A verdade é que não
sabemos se num futuro próximo esta pode vir a ser uma das causas que gera mais
mortes por ano, doenças ou o que quer que seja que ainda não sabemos. Espero
então que se invista com alguma rapidez neste estudo de modo a descobrir o mais
rápido possível o impacto e as possíveis soluções para este novo problema.
Obrigada!!
Boa tarde e
espero que esteja tudo bem com vocês! Na publicação de hoje não vou
apresentar-vos uma notícia e refletir sobre a mesma, mas sim falar sobre uma
doença autoimune: a alopecia.
O que é?
A alopecia uma
doença que resulta de uma reação imunitária anormal (autoimune) contra os
folículos pilosos (estruturas onde o cabelo cresce), provocando queda de cabelo
em aglomerados ou até mesmo por completo em todo o corpo. Na maioria dos casos,
o cabelo cai em pequenas secções, mas os padrões da queda podem variar,
existindo situações em que o cabelo volta a crescer, podendo ou não cair
novamente.
Quais os principais tipos de alopecia?
Existem
várias classificações nesta doença que dependem da origem, dimensão e
localização da queda de cabelo. Contudo, os dois principais tipos são:
- Alopecia areata-
um dos tipos mais frequentes, caracterizado pela queda de cabelo em formato
circular nas zonas do couro cabeludo, barba, axilas, etc…
- Alopecia androgenética- este tipo de alopecia está associada a problemas hormonais ou genéticos (de hereditariedade). Afeta maioritariamente os homens e é associada à calvície comum (vulgarmente conhecida como calvície).
Causas específicas no sexo feminino e
masculino:
Em geral, esta
doença pode afetar ambos os sexos e manifesta-se geralmente antes dos 30 anos,
podendo ainda ocorrer em qualquer altura da vida. Porém, afeta mais frequentemente
os homens.
- Nos homens, existe uma grande probabilidade do aparecimento de alopecia androgenética (calvície) devido a antecedentes familiares (genética), tipicamente com alterações hormonais.
- Já nas mulheres, o aparecimento da alopecia é frequentemente associado ao stress e às alterações hormonais que ocorrem na gravidez ou menopausa, sendo raramente hereditária ou genética. Para além disso, estando associada a desequilíbrios hormonais, até a interrupção da pílula pode ser causadora da queda de cabelo, mesmo em mulheres mais jovens.
Esta
patologia acaba por ter mais impacto no sexo feminino a nível emocional pois,
sendo esta uma doença que afeta esteticamente as pessoas, a queda de cabelo
provoca tipicamente problemas acrescidos de baixa autoestima. O problema pode chegar
até a desencadear ansiedade e depressão em casos mais graves, o que gera uma
queda de cabelo mais acentuada.
Quais os tratamentos?
Como vimos
até aqui, a alopecia é uma doença que pode estar relacionada com vários fatores
e patologias, sendo o seu prognóstico muito variável.
No caso da
alopecia areata ou androgenética existe a possibilidade de o cabelo crescer
após a queda inicial. Porém, por ser uma doença tão imprevisível existe a
possibilidade de uma nova queda de cabelo.
Nos dias de
hoje existem várias opções terapêuticas que permitem fazer com que o cabelo cresça
mais rapidamente, evitando perda de cabelo no futuro:
- Uso de corticosteroides (cortisona) - remédios anti-inflamatórios generalizados para doenças autoimunes que podem ser administrados em forma de injeção, pomada ou comprimidos;
- Imunoterapia- tratamento biológico que tem como objetivo potencializar o sistema imunitário de maneira a que este possa combater infeções e outras doenças. Normalmente são realizadas várias sessões onde são aplicados produtores químicos no couro cabeludo que, após uma reação inflamatória cutânea, faz o cabelo crescer.
- Minoxidil- medicamento que estimula o crescimento capilar visto que aumenta o calibre dos vasos sanguíneos, melhora a circulação sanguínea no local e prolonga a fase de nascimento e crescimento do cabelo.
Bem, escolhi fazer esta publicação pois na disciplina de Biologia estivemos a dar o sistema imunitário e doenças autoimunes. Na altura, o professor sugeriu que fizéssemos até à interrupção letiva uma publicação a falar sobre alguma doença sobre a qual ainda não tínhamos falado.
A razão pela qual escolhi a alopecia foi bastante interessante e surgiu no dia em que aconteceu o tal “episódio” nos Óscares deste ano, em que o Will Smith agrediu o Chris Rock no palco após este fazer uma piada sobre a sua mulher e sobre ela ter o cabelo rapado. Quando fui ler a notícia percebi que a mulher tinha rapado o cabelo devido a uma doença chamada alopecia e, quando fui pesquisar mais a cerca disso, acabei por descobrir que se tratava de uma doença autoimune e decidi que era sobre essa que ia falar.
Obrigada e vemo-nos na próxima publicação!
Olá a todos! Hoje a reflexão é um bocadinho
diferente, visto que vos vou falar sobre uma visita de estudo a um museu na
cidade de Abrantes.
Na quinta-feira, dia 17 de março, alguns
alunos de Psicologia, Biologia e Aplicações Informáticas foram com os
professores dessas mesmas disciplinas ao MIAA (Museu Ibérico de Arqueologia e
Arte de Abrantes). A publicação de hoje foi sugerida pelo professor de Biologia
e consiste em identificar e justificar a obra ou peça do museu que mais
suscitou o meu interesse.
Espero que tenham gostado, até à próxima :)
Olá! Hoje finalmente saiu a notícia pela qual todos nós estudantes do secundário esperávamos: a confirmação de que, tal como nos últimos dois anos, os exames nacionais não terão impacto na nota final dos alunos e apenas se tem de realizar exame às disciplinas específicas para o acesso ao ensino superior.
Decidi falar deste assunto pois é algo que já estava à espera de saber há algum tempo, visto que este ano a confirmação saiu bastante tarde. Penso que os exames nacionais, num ano normal, terem 30% de peso na nota final das disciplinas sujeitas a exame não tem muito sentido. Com apenas 14 ou 15 anos já temos de decidir o curso que queremos escolher, a maior parte sem ter noção do que quer fazer no futuro e, mesmo assim, é obrigatório realizar a prova a quatro disciplinas específicas no 11º e 12º ano. Isto, muitas vezes, desce bastante as notas a essas disciplinas e, consequentemente, a média, sendo que muitas pessoas provavelmente só precisariam de um ou dois desses exames para no futuro ingressar o ensino superior. Para além disso, seja num ano normal ou especial como os que estamos a viver agora, a maioria das Universidades e cursos superiores dão muito peso à nota de um exame que se faz numa sala em duas horas e meia, muitos deles até a mesma percentagem que se dá à média de três anos de trabalho e esforço no secundário. Porém, fico muito feliz que assim seja este ano mesmo achando que devia ser sempre assim. O ano passado só fiz o exame de Biologia que não me correu bem, por isso este ano tenciono repeti-lo e fazer também o de português.E vocês, também acham que os exames deviam
ser como sempre foram ou deviam ser opcionais?
Numa situação de crise humanitária, todos nós temos o dever de ajudar e a verdade é que todas as formas de ajuda contam e podem fazer a diferença na vida destas pessoas. Doações, produtos alimentares, roupas e kits de primeiros socorros são sempre necessários mas há outros tipos de bens que fazem falta e nem sempre são vistos como prioridades.
- Produtos para animais de estimação-
Milhares de animais de estimação também
sofrem com a devastação da guerra e alguns também têm fugido com os seus donos,
requerendo cuidados básicos e de saúde, alimentos e abrigo. Para ajudar, é
possível contribuir com ração, medicamentos e produtos de higiene para animais,
em qualquer organização que esteja a recolher donativos. Há também movimentos
específicos como a organização americana Harmony Fund, que se está a mobilizar
para angariar donativos em dinheiro para os animais na Ucrânia.
- Pensos higiénicos e tampões-
Com os supermercados vazios, a necessidade de
fazer viagens longas e a estadia em abrigos provisórios, as pessoas não têm
acesso a produtos como escovas, pasta de dentes, champô e gel de banho. O mesmo
se aplica a produtos de higiene feminina, essenciais durante o período
menstrual, como tampões, pensos higiénicos e toalhitas. Estes bens já passaram
a ser considerados prioritários por algumas organizações que estão a fazer
recolha porque, comparativamente a outros produtos, continuam a ter um número
reduzido. Estão a ser pedidos em locais como a Câmara Municipal da Amadora, a
Câmara Municipal de Almada e a loja japonesa Kuri Kuri, localizada no Porto.
- Produtos infantis e material de apoio
psicossocial-
Com a comum falta de condições nos abrigos e
entre viagens, o acesso a fraldas, leite em pó, comida para bebé e produtos de
higiene infantil é escasso. Associações como a Unicef estão a desenvolver
campanhas direcionadas à ajuda infantil com a recolha destes bens específicos,
considerando ainda o apoio psicossocial — também é necessário ajudar as
crianças a manter a calma e retirar o foco da situação de stress em que se
encontram. Para isto, além dos bens de necessidades básicas, podem oferecer-se
materiais como livros infantis ou de colorir, lápis de cor, entre outros.
- Recolha de alimentos para pessoas com
restrições alimentares-
No seio de uma crise, é fácil esquecer que nem todas as pessoas estão expostas às mesmas condições, sobretudo no que se refere à alimentação. A doação de alimentos específicos para pessoas com alergias ou intolerância à lactose pode fazer a diferença. Embora não haja muitos movimentos destinados a este fim, Margarida Abreu está a promover uma recolha de bens alimentares para serem entregues à Associação de Celíacos da Ucrânia.
-Carregadores e Powerbanks-
Com a evolução da era digital, uma parte
integrante das nossas vidas é o telemóvel. Mas, numa situação de guerra, este
aparelho torna-se crucial para permitir contactos de emergência e entre
familiares ou amigos, quer seja dentro ou fora do país. Como tal, donativos que
podem ser muito importantes são carregadores e powerbanks que permitam que os
refugiados se mantenham contactáveis. São várias as entidades espalhadas pelo
país que apelam a este tipo de bens, incluindo a Câmara Municipal de Espinho, a
Câmara Municipal de Faro…
Escolhi trazer-vos esta notícia porque neste
período de guerra e sofrimento existem milhões de pessoas a deixar tudo para
trás: as suas casas, os seus bens, os seus empregos, o seu país e até mesmo
parte das suas famílias. Acredito que seja um dos maiores sofrimentos que o
ser humano pode experienciar e é preciso alertar e dar a conhecer todas as
formas possíveis de ajudar quem mais precisa neste momento. Se o mesmo
estivesse a acontecer no nosso país também queríamos que fizessem o mesmo
connosco, de maneira a sentirmo-nos apoiados num momento como este. É então o
nosso dever como sociedade fazer o que está ao nosso alcance para de alguma
maneira salvar estas vidas. Se cada um de nós ajudar nalguma coisa, tenho a
certeza que talvez consigamos trazer um pouco de felicidade a estas pessoas que
estão a passar por este período de tristeza e horror.
Espero que vos tenha sensibilizado e que ajudem a contribuir para esta causa!
Primeiro explicando um pouco melhor, o HIV ou VIH é o Vírus da Imunodeficiência
Humana, um vírus que afeta e enfraquece o sistema imunitário, que é o
responsável por defender o organismo das infeções e das doenças. Esta infeção,
de acordo com o conhecimento científico atual, deve ser tratada durante toda a
vida e apesar de existirem medicamentos que a controlam, não a conseguem
eliminar. Na pior das hipóteses, se este vírus causar danos demasiado severos
no sistema imunitário da pessoa, esta pode desenvolver uma doença muito
conhecida e falada nos dias de hoje: a SIDA (Síndrome de Imunodeficiência
Adquirida).
Além de VIH, a mulher também tinha leucemia e desde que recebeu o sangue do cordão para tratar a sua leucemia mieloide aguda (um cancro que afecta a medula óssea), a mulher esteve em remissão e livre do vírus durante 14 meses – isto sem que fosse necessário nenhum tratamento contra o VIH, a conhecida terapia antirretroviral.
Os dois primeiros casos deste género aconteceram em homens, que receberam células estaminais adultas, o que é frequentemente usado em transplantes de medula óssea. “Este é agora o terceiro relato de uma cura neste contexto, e o primeiro numa mulher que vivia com VIH [utilizando especificamente células estaminais do sangue do cordão umbilical] ”, afirma Sharon Lewin, presidente da Sociedade Internacional de Sida, em comunicado. Os outros dois casos pertencem ao “Paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown, que ficou livre do vírus durante 12 anos até morrer em 2020 de cancro. Em 2019, outro doente, depois identificado como Adam Castillejo, também ficou curado.
O caso desta mulher faz parte de um grande
estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles e pela Universidade
Johns Hopkins, em Baltimore, que pretende seguir 25 pessoas com VIH que foram
submetidas a um transplante com células estaminais retiradas do sangue do
cordão umbilical para tratamento de cancro ou outras doenças graves.
Olá e sejam bem-vindos à primeira publicação
do segundo e último semestre deste ano letivo!
Hoje trago-vos uma reflexão sobre a notícia
que saiu no final de Janeiro com o título: Hospital nega transplante de coração
a paciente sem vacina nos EUA.
Ferguson, de 31 anos, sofre de um problema
cardíaco hereditário que faz com que os seus pulmões se encham de sangue e
fluidos e, por isso, precisa de um coração novo.
Está hospitalizado desde novembro no Brigham
and Women’s Hospital, um hospital em Boston que o retirou da lista para receber
um transplante de coração por, pelo menos em parte, não ter a vacina contra a
covid-19. Citado pela BBC, o pai do rapaz justificou que a vacina vai contra
“princípios básicos” do filho, que teme que a toma da vacina possa originar uma
inflamação cardíaca que enfraqueça ainda mais o seu coração. No entanto, esse é
um efeito raro da vacinação que o CDC (Centro de Controlo e Prevenção de
Doenças) dos Estados Unidos enfatiza ser raro e temporário.
O hospital explicou então que, ao retirar
este paciente da lista estava apenas a seguir a sua política para transplantes
e que a escassez de órgãos justifica o sucedido:
"Dada a escassez de órgãos disponíveis,
fazemos tudo o que podemos para garantir que um paciente que recebe um órgão
transplantado tenha a maior probabilidade de sobrevivência", reagiu a
instituição, que requer que os candidatos a transplante estejam vacinados
contra a covid-19 e adotem comportamentos de estilo de vida que criem "a
melhor possibilidade de uma operação bem-sucedida", de forma a
"otimizar a sobrevivência do paciente após o transplante, uma vez que seu
sistema imunológico é drasticamente suprimido e até uma constipação pode ser
fatal”.
O hospital acrescentou ainda que a maioria das 100 mil pessoas em lista de espera para transplantes de órgãos não receberá um órgão dentro de cinco anos devido à escassez.
Esta notícia fez-me pensar sobre os benefícios que a vacina traz e também sobre as consequências para quem não escolhe tomá-la. Estamos “fartos de saber” que a vacina é segura, eficaz e, para além de proteger cada um de nós no combate ao vírus, é essencial na proteção de toda a sociedade. Já tinha conhecimento de algumas restrições feitas a pessoas não vacinadas como por exemplo na Alemanha, em que estas pessoas foram proibidas de entrar em bares e restaurantes. O que eu nunca tinha pensado é que, para além destas restrições que alguns até podem não dar importância, o não estar vacinado podia ser crucial numa situação de “vida ou morte”. Este paciente decidiu não se vacinar por várias razões e por medo que fosse acontecer algo pior. Porém, mesmo depois de profissionais confirmarem que tais acontecimentos, se eventualmente acontecessem, não seriam prejudiciais, ainda assim o rapaz não o fez, o que poderá levar à sua morte.Por fim, na minha opinião o que o hospital fez faz todo o sentido visto que, se quem tem a vacina está mais protegido e tem mais probabilidade de sobreviver, há que dar essa oportunidade (visto que há muito poucas) aos que têm a chance de realmente sobreviver. Afinal de contas, estar vacinado só traz benefícios, protegemo-nos e protegemos os outros e quem sabe pode ser um “passaporte” se alguma vez nos encontrarmos numa situação parecida com esta!
Espero que tenham um bom fim de semana e vemo-nos na próxima publicação!!
SEGUNDO SEMESTRE
Na
quinta-feira passada realizámos a última tarefa sumativa do semestre na
disciplina de Biologia. Esta consistia em cada um de nós fazer a apresentação
oral do e-portfólio de aprendizagem construído desde o início do ano letivo.
Para isso tivemos de escolher três publicações do blogue individual e uma de
grupo, assim como explicar o porquê de as termos publicado e relacionar com os
temas Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente.
Apesar de não
ser grande fã de apresentações orais porque me deixam nervosa, penso que a
minha correu bastante bem. Acho que esta avaliação é bastante importante pois
nos dá uma oportunidade de apresentar e expor temas que nos agradam mas ao
mesmo tempo relacionar com a disciplina de Biologia e dar a conhecer novas
coisas às outras pessoas, aprendendo também com elas. Confesso que prefiro este
tipo de avaliação do que estudar matéria e aplicá-la num teste ou ficha, apesar
de também ter a sua importância.
Para além
disso, desde a criação deste e-portfólio tenho visto diversas notícias
diariamente, o que se tornou um interesse meu por saber o que se passa no mundo
e à volta dele e não exclusivamente à procura de algo para publicar no blogue.
Por fim, no
segundo semestre vou esforçar-me mais para fazer reflexões um pouco mais
profundas quando fizer alguma publicação.
Obrigada e
bom domingo!
Olá a todos e
sejam bem-vindos a mais uma publicação sobre o tema mais falado nestes últimos
dois anos; a Covid-19.
Hoje trago-vos uma notícia que saiu ontem acerca de um grupo de investigadores Japoneses que, recorrendo a avestruzes, desenvolveu máscaras que através de luz ultravioleta são capazes de detetar se uma pessoa está, ou não, infetada com o vírus.
Esta investigação foi liderada por Yasuhiro Tsukamoto e começou em Fevereiro de 2021, quando o grupo de cientistas da Kyoto Prefectural University, no Japão, após observar que as aves demonstravam uma forte resistência à Covid-19, injetaram uma forma não ameaçadora do vírus nas avestruzes-fêmeas, o que permitiu a remoção de anticorpos dos seus ovos com sucesso e sem nenhum risco para estes animais. Tsukamoto confessou:“Podemos produzir anticorpos em massa a partir de avestruzes a um baixo custo. No futuro, quero transformá-lo num kit de teste fácil que qualquer pessoa possa utilizar.”
Criaram então um filtro que é colocado dentro da máscara e, sensivelmente após oito horas de utilização, este é retirado e pulverizado com um corante que contém anticorpos do novo coronavírus. Depois de pulverizados e observados sob a luz ultravioleta, o filtro brilha caso a pessoa esteja infetada.
Curiosamente,
o próprio Yasuhiro Tsukamoto descobriu que estava com covid quando estava a
usar uma destas máscaras experimentais, sendo a infeção confirmada por um teste
PCR.
A grande
vantagem destas máscaras é, como referiu o líder da investigação: “…que as
pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”. O início da
venda destas máscaras no mercado está previsto para este ano, assim que o
projeto for aprovado pelo Governo Japonês.
Para a primeira publicação de 2022 venho falar-vos do projeto #TeamSeas. Este foi criado a 29 de outubro de 2021 pela comunidade do YouTube por Mr. Beast e Mark Rober (dois youtubers com muitos milhões de subscritores conhecidos mundialmente).
Com o apoio de milhões de fãs, tinham a meta de remover 30 milhões de libras de lixo de rios, praias e oceanos até ontem, dia 1 de Janeiro de 2022. Qualquer pessoa pôde (e ainda pode) doar a quantidade que quiser e, por cada libra doada no site TeamSeas, é removido meio quilograma de lixo. Pela manhã do dia 1 de Janeiro esta marca já tinha sido atingida, o que significa que em pouco mais de dois meses foi possível reduzir cerca de 15 mil toneladas de lixo.
Este lixo foi
maioritariamente apanhado pelas “interceptors”, mais conhecidas por “floating
trash-eating robots”. Mas foi graças ao inventor, ambientalista e fundador da
Ocean Cleanup de 27 anos Boyan Slat que estas máquinas foram criadas. Quando tinha
16 anos, enquanto fazia mergulho, este jovem ficou indignado ao perceber que
haviam mais plásticos do que peixes à sua volta. Desenvolveu então este método
de limpeza de detritos de plástico nos oceanos.
Estas
máquinas, que funcionam a luz solar, são atracadas à margem do rio e o lixo
flutua ao longo do mesmo, sendo apanhado por uma "barreira", que o
leva até à boca da máquina. Esta barreira apenas cobre 45cm de profundidade,
permitindo aos peixes fazerem o seu percurso normal. O lixo é então despejado
em contentores, que quando cheios, podem ser levados até à margem para serem esvaziados.
Não posso deixar de mencionar que todo o dinheiro angariado vai para a Ocean Cleanup para ser possível o uso das maquinas nos rios mais poluentes do mundo, e a outra metade vai para a limpeza das praias, focando assim nos principais fatores da poluição dos oceanos: o lixo do rio e o lixo das praias.
Escolhi partilhar com vocês este projeto pois o problema da poluição plástica dos oceanos é enorme. A verdade é que os oceanos constituem o maior reservatório natural de carbono dos gases do efeito estufa, o que contribui para o aumento do aquecimento global e destruição dos habitats marinhos. Todos nós temos então um papel a desempenhar nesta luta, não importa onde estejamos no mundo e este projeto permite que, à distância, possamos fazer alguma diferença no futuro do nosso planeta.
link: https://teamseas.org/
Olá a todos e sejam bem vindos a mais uma publicação!
Hoje venho falar um pouco sobre o porquê dos cheiros nos trazerem tantas lembranças. Fiz esta pesquisa por uma razão específica, que vos irei explicar no final.
"O cheiro de cada lembrança é como uma máquina do tempo das sensações."
Bastam apenas poucos segundos para que os aromas ou cheiros nos tragam uma memória viva de um acontecimento, seja ele bom ou mau, e acho que todos nós já experienciamos uma situação destas. Este é o poder da memória olfativa. Esta é como uma "biblioteca de cheiros" que vamos sentindo ao longo da vida e nos marcam de alguma forma. É uma das mais duradouras e intensas, ultrapassando a capacidade da visão e da audição de reter referências.
A intensa conexão entre o cérebro e o olfato gera recordações imediatas. Assim que captamos um aroma, o nosso cérebro faz imediatamente uma relação entre o odor, os nossos sentimentos e o local no qual nos encontramos. Quando sentimos esse cheiro novamente, a memória afetiva é ativada e a conexão entre aroma e emoção torna-se percetível. Para além disso, o sentido do cheiro pode influenciar de maneira intensa o comportamento humano e provocar reações psicofisiológicas inconscientes como a calma, a agressividade, a saudade, o medo e muitas outras, dependendo da situação na qual o cheiro foi registado. Mas como, e porque é que isto acontece?
O olfato é o único dos nossos sentidos que tem ligação direta com a parte do cérebro que coordena a memória a longo prazo, as nossas emoções e o nosso comportamento: o sistema límbico. Desta forma, tudo o que ficou arquivado e foi verificado em termos de sentimentos e sensações pelo sistema límbico, está bastante mais próximo da parte do cérebro que vai interpretar o olfato. Esta proximidade faz então com que os cheiros despertem as nossas emoções de forma quase automática, remetendo-nos a várias lembranças, e isto explica o porquê de os cheiros serem mais fortes quando associados a lembranças do que a visão, ao contrário do que muitos de nós pensamos.
No passado dia 10 de outubro de 2021, saiu uma notícia a falar das famílias Afegãs que vendem as suas filhas para não morrerem à fome.
A verdade é que o casamento infantil é praticado há séculos
neste país. Segundo a UNICEF, 42% das famílias Afegãs têm uma filha que se casa
antes dos 18 anos e a principal razão é económica, pois o casamento é visto
muitas vezes como um método para garantir a sobrevivência de uma família. O
problema é que a guerra, a seca, a pobreza e a pandemia pioraram drasticamente
a situação da população e o país está agora, à beira de um colapso económico. O
valor da moeda caiu, o preço dos alimentos dispararam, as empresas fecharam, os
trabalhadores perderam os seus empregos e as famílias foram forçadas a vender
tudo o que possuíam, incluindo as suas próprias filhas.
Vejamos o caso de algumas famílias:
Farishteh (à direita) foi vendida por 3.3 mil dólares e Shokriya (nos braços do pai) por 2.8 mil.
A mãe, Fahima, não para de chorar desde que o marido disse que deveriam vender as suas filhas.
Assim que o valor total for pago, estas meninas vão ter de se despedir dos seus pais e do campo para deslocados onde esta família encontrou refúgio.
Filipa Fernandes, uma ex-aluna formada pela Escola de
Engenharia da Universidade do Minho criou uma t-shirt que reduz os efeitos da
menopausa e melhora o bem-estar de doentes. (Mas como é que isto é possível?)
Bem, esta t-shirt inovadora possui um revestimento
estampado que regula a temperatura corporal da mulher, evitando que tenha
afrontamentos (sintoma mais comum associado à menopausa, que se manifesta por
uma sensação de calor que começa no peito e rapidamente se generaliza, podendo
provocar suor excessivo), retenções de líquidos, alterações de humor, insónias
e mal-estar.
A tecnologia designada RT aparece na t-shirt
essencialmente na zona do tórax e da coluna e é baseada em silicone medicinal e
materiais de mudança de fase. A RT armazena e liberta grandes quantidades de
energia, armazenando calor durante o dia e libertando-o à noite. Na prática, o
revestimento da t-shirt ajuda então o corpo na sua ação perante o calor
(vasodilatação) e o frio (vasoconstrição). Este mecanismo de termorregulação é
bastante eficaz face aos afrontamentos, que afetam 75-80% das mulheres durante
este período.
Após dois anos de testes em laboratório e em contexto
real, esta tecnologia foi aprovada pelo Infarmed, está agora no mercado e ao
que parece tem surpreendido muitas pessoas pela positiva:
“Muitas senhoras que testaram surpreenderam-se com os
benefícios de utilizar apenas esta t-shirt para reduzir os sintomas da
menopausa, dizem que a sua vida se tornou mais agradável e confortável”, nota
Filipa Fernandes. O feedback foi tão positivo que a cientista decidiu testar a
inovação com mulheres em tratamento para o cancro ou que tinham tido essa
doença. Funcionou de novo. “Algumas senhoras quiseram retirar a medicação
habitual para o teste ser total e, no final, não voltaram a precisar de parte
dela, por indicação do médico”, frisa. Filipa Fernandes considera os resultados
das suas amostras “excelentes” face a estudos similares em revistas científicas
internacionais e deve prosseguir as pesquisas. “Não estamos a tratar o cancro,
mas estamos claramente a contribuir para uma melhor qualidade de vida das
pacientes”, diz.
Mesmo antes de ler esta notícia, o título cativou me
imenso e foi uma das razões pela qual decidi falar deste tema. Para além estar
relacionada com o sistema reprodutor feminino (tema que estamos a abordar nas
aulas de biologia), a menopausa é uma fase pela qual nós mulheres vamos passar
e achei incrível uma “simples” t-shirt aliviar de uma maneira tão eficaz, não só
os sintomas desta fase da vida, mas também contribuir para um maior nível de
bem-estar de pessoas com doenças graves como o cancro.
link da notícia: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/portuguesa-cria-tecnologia-que-reduz-efeitos-da-menopausa-e-melhora-o-bem-estar-de-doentes
















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