Mariana Carvalho

Apresentação 

Olá! Sou a Mariana, tenho 16 anos e estou no 12.º ano no curso de ciências e tecnologias. 

Para me ficarem a conhecer um bocadinho melhor, considero-me uma pessoa persistente, honesta e que gosta de ouvir e ajudar os outros. 

Como disciplinas específicas deste ano escolhi psicologia, uma das minhas opções para estudar na universidade, e biologia. É este blogue, criado no contexto da disciplina de biologia que me vai acompanhar durante este último ano, e quem sabe mais para a frente... Aqui vou partilhar alguns assuntos das aulas e também do meu dia a dia.  

Espero que gostem :)

-maio 29, 2022

Olá a todos e sejam bem vindos a mais uma publicação! Hoje venho falar-vos um pouco sobre um tema que tem dado muito que falar: a varíola dos macacos



O que é a varíola dos macacos?

É uma zoonose viral, isto é, uma doença infeciosa que passa de animais para humanos. Esta é causada pelo vírus da varíola símia, que é membro da família de Orthopoxvirus, a mesma do vírus da varíola, doença já erradicada entre os seres humanos. Foi descoberta pela primeira vez em 1958 quando dois surtos de uma doença semelhante à varíola ocorreram em colónias de macacos utilizados para pesquisas - daí a associação aos macacos e o nome "Monkeypox".

O primeiro caso humano foi registado em 1970 na República Democrática do Congo, durante um período de esforços intensos para eliminar a varíola.

Portugal é o país com mais casos confirmados por milhão de habitantes. Há já 74 casos e todas a infeções confirmadas são em homens entre os 23 e 61 anos, que se mantêm estáveis e sem sintomas graves.

Quais os sintomas?

No início sente-se febre, fadiga, dor de cabeça, dores musculares, ou seja, sintomas pouco específicos, semelhantes a uma constipação ou gripe. Em geral, de a 1 a 5 dias após o início da febre, aparecem as lesões cutâneas na pele, que são chamadas de exantema ou rash cutâneo (manchas vermelhas). Estas lesões aparecem inicialmente na face, espalhando-se para outras partes do corpo e vêm acompanhadas de prurido (comichão) e aumento dos gânglios cervicais, inguinais e uma erupção formada por pápulas (calombos), que mudam e evoluem para diferentes estágios.

Como é a transmissão?

A varíola dos macacos não se espalha facilmente entre as pessoas- este vírus é considerado de transmissibilidade moderada entre humanos e a proximidade é um fator necessário para o contágio. Sendo assim, a doença ocorre quando o indivíduo tem contato muito próximo e direto com um animal infetado (em especial roedores) ou com outros indivíduos infetados por meio das secreções das lesões de pele e mucosas ou gotículas do sistema respiratório. A transmissão pode ocorrer também pelo contato com objetos contaminados com fluídos das lesões do paciente infetado, por exemplo, contato com material que teve contato com a pele (toalhas, lençóis…) usados por alguém doente. Atualmente, tem-se observado que homens que têm relações sexuais com pessoas do mesmo sexo têm sido maioria entre os infetados. No entanto, é importante enfatizar que a varíola de macacos não é uma infeção sexualmente transmissível - ela pode ser transmitida durante contato sexual e íntimo e deve-se evitar a estigmatização de pessoas com esta infeção.

O período de incubação é de 6 a 13 dias, podendo variar entre os 5 e os 21 e tem uma taxa de mortalidade entre 3 a 5%.

Qual é o tratamento?

Em relação ao tratamento, ainda não há, mas existem alguns antivirais desenvolvidos contra a varíola. Para além disso, as vacinas que já foram desenvolvidas mostraram ser 85% eficazes contra esta patologia. Contudo, visto que a varíola não representa uma ameaça há mais de 40 anos, o fornecimento destas vacinas é hoje muito limitado. Ainda assim, a DGS está a ponderar a eventual necessidade de administrar a vacina a contactos de casos confirmados e profissionais de saúde.

Decidi falar sobre este tema pois ultimamente, quando parece que as coisas estão a ficar melhor, surge sempre algo para piorar. Primeiro foi a pandemia, da qual ainda não nos livrámos, depois a guerra e agora isto. Apesar de, graças à ciência, já se conhecer muito bem este vírus e com o auxílio da tecnologia terem sido desenvolvidas vacinas e antivirais, é um pouco estranho o facto de este vírus ter sido dado como erradicado mas ter voltado a surgir. Mesmo não sendo um vírus tão grave e transmissível como, por exemplo, a covid, é mais um motivo de preocupação e cuidado acrescido que a sociedade tem que ter em conta. Portugal é de facto o terceiro país europeu com mais casos confirmados e penso que quanto mais pessoas estiverem informadas acerca dos sintomas e do que é esta doença, mais fácil será prevenir, protegermo-nos a nós e aos outros.

Obrigada!! :)


-maio 22, 2022

Boa tarde!

Hoje estou de volta com mais uma publicação, desta vez sobre como uma parte do ADN do peixe-zebra pode abrir portas na luta contra a diabetes e cancro do pâncreas.

Sabe-se hoje que só cerca de três por cento do ADN é composto por genes que codificam proteínas, as ferramentas essenciais para o organismo. Os restantes 97% são catalogados como "genoma não-codificante". Durante muito tempo, esta esmagadora maioria do ADN foi menosprezada e tratada como "lixo", pensando-se que não tinha qualquer funcionalidade, mas a verdade é que há alterações genéticas associadas a determinadas doenças que têm origem nessas regiões não-codificantes do genoma, aumentando assim a importância do seu estudo.

É precisamente isto que que move o investigador José Bessa, cuja mais recente descoberta pode valer avanços significativos nesta área.

Mas porquê a escolha deste animal?

Este investigador e a sua equipa descobriram uma grande semelhança entre o pâncreas do peixe-zebra e o pâncreas humano, o que faz com que este animal possa ser visto como o modelo ideal para melhor compreender algumas doenças humanas como a diabetes ou o cancro do pâncreas. Estas são doenças sobre as quais José Bessa tem focado o seu trabalho e que, sabe-se já, resultam em parte de alterações no genoma não-codificante.

Humanos e peixes têm um ancestral comum e partilham muitas sequências genéticas "conservadas" (aquelas que apresentam funções essenciais) ou semelhantes. Ao nível de genoma não-codificante, no entanto, o que se conhecia é que existia uma grande divergência. Porém, a grande descoberta que, apesar dessas sequências não-codificantes serem divergentes, elas ainda assim partilham funções semelhantes. Ou seja, sublinha o investigador, "verificámos que existe uma equivalência funcional, o que é extraordinário, porque abre caminho para muitos estudos de doenças que apresentem fatores genéticos".

"Uma das descobertas mais interessantes dos últimos anos, nesta área, é que tanto o cancro pancreático, como a diabetes, têm uma componente hereditária. Há pessoas com probabilidades maiores de desenvolver estas doenças porque na família existe historial da doença. Isso representa que existem alterações genéticas no nosso genoma que fazem com que as pessoas tenham mais propensão para a doença", descreve José Bessa.

Mas afinal, onde é que estão essas alterações genéticas?

Têm-se feito estudos de associação genética para identificar marcadores no genoma das pessoas que desenvolveram estas doenças averiguar quais as semelhanças genéticas entre elas. Quando se começaram a desenvolver esses estudos para ver quais as regiões onde se verificam as alterações genéticas, verificou-se que se encontram muito frequentemente no genoma não-codificante.

Por isso, o que o investigador e a sua equipa fizeram foi "tentar perceber se havia regiões funcionalmente homólogas" entre o pâncreas humano e o pâncreas do peixe-zebra onde essas alterações genéticas poderiam estar localizadas e, assim, o estudo foi concentrado "em regiões onde poderia haver equivalência de funções no quadro destas patologias". Focaram-se então numa deleção no genoma não-codificante humano associada a uma má funcionalidade do pâncreas (agenesia pancreática, que provoca um pâncreas mais pequeno e procuraram no peixe-zebra “uma região que tivesse marcadores epigenéticos equivalentes".

"Induzimos uma deleção nessa região e verificámos que isso aumentava também a possibilidade de um pâncreas mais pequeno no peixe", sintetiza.

Ou seja, mesmo não existindo sequências semelhantes do genoma não-codificante ativas no pâncreas do peixe-zebra e do humano, há sequências que, sendo divergentes, apresentam a mesma funcionalidade.

Um dos grandes mistérios da genética, o verdadeiro papel do ADN não-codificante vai sendo assim desvendado à medida que se fazem este tipo de descobertas. A presença de variantes em sequências de genoma não-codificante pode provocar alterações em toda a engenharia genética e interferir no funcionamento de vários órgãos, como verificado neste caso com o pâncreas, contribuindo para o desenvolvimento de doenças como a diabetes tipo 2 - uma das doenças mais comuns da atualidade, afetando mais de 400 milhões de pessoas em todo o mundo, um número que se estima vir a triplicar até 2035.

Escolhi falar sobre esta notícia pois acho importante partilhar com as pessoas as novas estratégias que são desenvolvidas pelos cientistas. Estas são sem dúvida extremamente importantes e abrem novas portas para estudar diversas doenças que afetam milhões de pessoas. Nunca tinha ouvido falar deste peixe mas acho incrível que, pelo “simples” facto de o pâncreas deste animal ter uma grande semelhança com o nosso ser possível, não só estar mais próximo de desvendar um dos mistérios da genética, mas também contribuir para um conhecimento mais aprofundado acerca destas patologias. Para além disso, penso que cada vez mais quase tudo à nossa volta (sejam animais, plantas, etc...) pode ser estudado, utilizado e bastante útil na descoberta de novos métodos, avanço da ciência e muitas outras coisas que irão facilitar e melhorar a vida da sociedade.

 Obrigada e vejo-vos na próxima publicação!

-maio 14, 2022

Olá e bem-vindos a mais uma publicação!
A notícia que vos trago hoje é sobre a Espanha, que pode tornar-se o primeiro país da Europa a aprovar uma licença menstrual de três dias.

Esta medida faz parte de um projeto de lei para a proteção dos direitos sexuais e reprodutivos, e vai ser encaminhada ao executivo espanhol para aprovação na próxima terça-feira. Juntamente com esta, surge uma medida que permitirá que jovens a partir dos 16 anos tenham acesso à interrupção voluntária da gravidez sem aprovação parental e garantir ainda que o aborto seja realizado em hospitais públicos.

Numa entrevista para o jornal “El Periódico”, a secretária de Estado de Espanha para a Igualdade afirmou que o direito à licença de uma licença médica de três dias enquanto durar o fluxo deve ser concebido a mulheres que sofrem de cólicas e outras dores graves.
"Quando o problema não pode ser resolvido clinicamente, acreditamos que é muito sensato que haja [o direito a] uma incapacidade temporária associada a esse problema".
"É importante esclarecer o que é uma menstruação dolorosa. Não estamos a falar de um leve desconforto, mas de sintomas graves como diarreia, fortes dores de cabeça e febre."

Segundo a Secretária, quando sintomas parecidos com estes aparecem associados a uma doença, os trabalhadores têm o direito de se ausentar dos seus cargos até se recuperarem e "O mesmo deve acontecer com a menstruação, existindo a possibilidade de que, se uma mulher tiver um período menstrual muito doloroso, ela possa ficar em casa."


Há até um estudo que diz que 53% das mulheres sofrem de menstruação dolorosa e entre as mais jovens esta percentagem chega aos 74%.

Para além disto, este projeto de lei propõe que:
- as escolas sejam obrigadas a oferecer pensos higiénicos e outros produtos de higiene feminina para todas as alunas;
-a eliminação dos impostos agregados a estes produtos;
- os anticoncecionais e a pílula do dia seguinte sejam publicamente distribuídos gratuitamente nas escolas durante campanhas de educação sexual.
 
Escolhi partilhar esta notícia pois acho que esta medida, em especial a de as mulheres poderem ficar em casa até três dias se tiverem uma menstruação dolorosa, devia ser aplicada em mais países. A verdade é que especialmente os primeiros dois dias de menstruação podem ser muito complicados para certas mulheres. As cólicas muito intensas e dores de cabeça provocam, não só muito desconforto, mas também acabam por impedir a mulher de fazer as tarefas do dia a dia (trabalhar, estudar, etc..) com a mesma disposição, atenção, vontade, eficácia e produtividade. Já me aconteceu inclusive ter de ir para casa a meio de um dia de escola por causa das dores e por não conseguir estar uma hora e meia concentrada e focada nas aulas.
 
Assim, tal como acontece com várias doenças, gripes e constipações, acredito que esta seja uma causa igualmente digna e que justifique a licença médica. Para além disso, concordo com o facto de as escolas terem de oferecer produtos de higiene feminina a todas as alunas. Hoje em dia até os pensos higiénicos estão mais caros, o que não faz sentido visto que há muitas pessoas com dificuldades e é um bem essencial a todas as raparigas.
 
E vocês, o que acham destas medidas?
 
Até à próxima!

-maio 7, 2022

Olá a todos e espero que o vosso fim-de-semana esteja a correr bem!

A notícia que vos trago hoje é sobre a realização da primeira cirurgia de cancro da mama com utilização da tecnologia 5G.

O que é a tecnologia 5G e em que consiste?

A tecnologia 5G é a próxima geração de rede de internet móvel. Esta junta o presente e o futuro num mundo em que milhões de dispositivos se ligam em tempo real, a velocidades nunca vistas. É cerca de 100 vezes mais rápido que o 4G e tem a capacidade de conectar milhões de pessoas e equipamentos ao mesmo tempo sem falhas, com inteligência e com toda a segurança. Reduz ainda a latência, ou seja, o tempo de resposta da rede entre um comando e uma ação ronda os 5 milissegundos, permitindo cirurgias à distância e muito mais. É uma transformação profunda do papel que a tecnologia desempenha na sociedade, graças a uma rede ágil e inovadora, construída à medida das pessoas, da economia e do ambiente.

 

Pela primeira vez, graças à realidade aumentada e à 5G, teve lugar, entre a Fundação Champalimaud, em Lisboa, e a Universidade de Zaragoza, em Espanha, uma experiência inédita em cirurgia do cancro da mama. A intervenção foi supervisionada remotamente por um segundo cirurgião, mas tudo se passou como se este estivesse mesmo na sala, a olhar por cima do ombro do cirurgião que realizou a operação.

No dia 5 de maio, pelas 15h (hora de Lisboa), o cirurgião Pedro Gouveia esteve no seu bloco operatório da Unidade da Mama da Fundação Champalimaud, em Lisboa, e iniciou, como tantas outras vezes, uma cirurgia de cancro da mama. Um outro cirurgião da mesma unidade, o espanhol Rogelio Andrés-Luna, esteve entretanto a assistir à operação, intervindo, quando necessário, para fornecer a Pedro Gouveia informação complementar e ajudar a até orientar os gestos do cirurgião. 

Antes de mais, Pedro Gouveia estava equipado com óculos de realidade mista (HoloLens 2, desenvolvidos pela Microsoft), que permitem uma visão transparente do mundo real à sua volta – nomeadamente a sua doente, deitada na maca – e, ao mesmo tempo, ter acesso a informações projetadas sobre as lentes especiais, tal e qual a viseira do capacete de um piloto militar.

Rogelio Andrés-Luna não estava fisicamente no bloco operatório durante a cirurgia – nem em Lisboa, nem mesmo, aliás, em Portugal. Encontrava-se a mais de 900 km de lá, no palco do Congresso da Associação Espanhola de Cirurgiões da Mama, que decorre de 5 a 7 de Maio na Faculdade de Medicina da Faculdade de Zaragoza, a demonstrar, juntamente com Pedro Gouveia, uma inédita forma de supervisão cirúrgica remota.

Rogelio teve, como único instrumento de trabalho, um laptop ligado às HoloLens de Pedro Gouveia, via rede privada 5G da Altice Portugal, associada à Movistar em Espanha, através de um dos habituais browsers da Web, por um software dedicado, desenvolvido pela empresa remAID (sediada na Alemanha). E, apesar da distância física considerável entre os dois médicos, tudo se passou como se o “cirurgião-supervisor” estivesse mesmo ao pé do “cirurgião-executante”, a olhar por cima do seu ombro e a assisti-lo na sua delicada tarefa.

Ao longo da intervenção, não só Rogelio Andrés-Luna pôde ver exatamente o que Pedro Gouveia estava a fazer num preciso instante, mas Pedro Gouveia, pelo seu lado, pôde receber, quase instantaneamente através das HoloLens, informações úteis e oportunas naquele instante, em particular pequenos vídeos de cirurgias semelhantes, já realizadas. Conseguiu até visualizar oportunamente, à frente dos seus olhos, sobreposto ao corpo da doente e desenhado em tempo real por Rogelio Andrés-Luna no seu laptop, um traço azul que lhe indicou o local escolhido para fazer a incisão inicial.

No seu papel de tutor, diz Rogelio Andrés-Luna pelo seu lado, “dei indicações ao meu ‘aprendiz’”. “Assinalei (com o meu ‘lápis’ azul) os locais onde era preciso ter mais cuidado, mostrei imagens e vídeos. Estivemos em contacto audiovisual permanente.”

“Realizamos a primeira experiência no mundo de utilização, ao vivo e em direto, daquilo a que se dá o nome de ‘remote proctoring’, durante uma cirurgia de cancro da mama”, explica entusiasmado Pedro Gouveia.

Se Pedro Gouveia acredita que esta metodologia de supervisão à distância tem o potencial de se tornar uma das características-chave do bloco operatório do futuro que ele vislumbra, é precisamente porque a 5G leva o remote proctoring para um novo patamar em termos de simultaneidade. 

O sucesso desta experiência, que constituiu um primeiro passo – uma “prova de conceito” poderá mudar a forma como se realizam as cirurgias no futuro, e em particular permitir não só um treino mais realista dos estudantes, mas também um maior apoio aos cirurgiões que estão em início de carreira e realizam as suas primeiras cirurgias. Estes poderão assim ter a ajuda e supervisão de cirurgiões mais experientes e sentir-se muito mais seguros.

Atualmente, uma vez acabada a sua formação, os jovens cirurgiões estreiam-se geralmente sem acompanhamento - sobretudo quando trabalham em locais ou países remotos onde são a única pessoa qualificada para realizar uma determinada cirurgia. As operações que realizam podem ser gravadas e avaliadas a posteriori, mas durante o ato cirúrgico, “eles estão sozinhos, a precisar de ajuda”, diz Pedro Gouveia. A nova abordagem que foi agora testada, poderá minimizar esse problema, fornecendo aos cirurgiões principiantes a tão necessária supervisão em tempo real, nomeadamente por parte dos seus professores e mentores. 

Esta notícia chamou-me à atenção porque ultimamente tenho ouvido muito falar desta nova tecnologia, sobretudo nos telemóveis. A utilização do 5G para estes fins é sem dúvida mais um avanço tecnológico, uma mais valia para a sociedade e uma nova ferramenta que vai ser bastante útil. Penso que irá ser muito benéfico, sobretudo para o setor da saúde, que é um dos mais importantes. A utilização da tecnologia 5G e da realidade aumentada vai permitir uma oferta de saúde à distância mais eficaz e rápida. Sejam consultas, cirurgias, acesso aos melhores médicos, melhor formação de profissionais, etc.. A verdade é que continuo a surpreender-me com este tipo de inovações e espero que tenham um impacto positivo na vida de cada um de nós!

obrigada!!


-abril 17, 2022

Olá outra vez e sejam bem-vindos a mais uma publicação! Hoje venho falar-vos sobre uma notícia que saiu no passado dia 28 de março sobre a descoberta de microplásticos no sangue humano pela primeira vez.

Esta notícia baseia-se num estudo feito que identificou a presença de microplásticos no sangue humano, comprovando que as partículas podem viajar pelo nosso corpo e é possível que se possam alojar nos órgãos.

Este estudo, publicado na revista Environment International, analisou amostras de sangue de 22 doadores anónimos, todos eles adultos e saudáveis. Em 17 dos 22 participantes (80% das amostras) foi identificado, não só a presença de microplásticos no sangue, mas também os diferentes tipos de plásticos. Deste modo, foi possível perceber qual a maior fonte de microplásticos no nosso dia-a-dia.

Em metade das amostras analisadas, o PET (embalagens, garrafas…) foi encontrado e considerado o mais comum. Um terço dos doadores apresentava plástico poliestireno, presente nas embalagens de vários alimentos e outros produtos e cerca de um quarto continha polietileno, utilizado nos sacos de compras comuns. 

Este estudo procurou ainda otimizar algumas técnicas utilizadas anteriormente para que fosse possível a deteção de objetos microscópicos com até 0.0007 milímetros, o que foi crucial para identificar os microplásticos no sangue. Os investigadores responsáveis garantiram ainda que não usaram material de laboratório constituído por plástico, de modo a não afetar ou alterar os resultados.

Mas o que é que isto significa para a saúde humana?

Esta é sem dúvida uma pergunta que precisa de uma resposta rápida e “urgente” e, ainda que os cientistas não consigam responder concretamente a esta questão, há vários estudos complementares e factos que indicam que esta descoberta é motivo de preocupação.

Como sabemos, o plástico é um dos materiais artificiais mais facilmente encontrados no planeta Terra e a sua produção tem vindo a aumentar continuamente e com bastante rapidez. Desde 1950 que aumentou de 2 milhões de toneladas por ano para 359 milhões em 2018 e estima-se que em 2040 atingirá 540 milhões. Para além disso, a libertação de microplásticos contribui para a poluição do planeta e mata milhões de animais marinhos por ano.


Um dos poucos estudos que se foca concretamente o efeito dos microplásticos em organismos vivos foi realizado em ratos e os resultados confirmam a preocupação dos cientistas. Os ratos expostos a grandes quantidades de plástico desenvolveram inflamações intestinais, apresentaram uma contagem de esperma abaixo dos níveis normais e consecutivamente menos filhos e mais pequenos em tamanho.

No que toca aos efeitos do microplástico nos humanos, as pesquisas disponíveis são ainda mais escassas e até agora estes níveis de microplásticos no ambiente não parecem afetar significativamente a saúde humana. Porém, é possível que isto mude rapidamente num futuro próximo e há até evidências de que os microplásticos podem ficar presos nas membranas exteriores dos glóbulos vermelhos, limitando a sua capacidade de transportar oxigénio.

E agora? O que retirar desta recente e nova descoberta?

Esta é uma pergunta difícil de responder, uma vez que ainda há muitas questões pendentes sobre esta descoberta. Contudo, não há dúvida que a comunidade científica tenha de estar alerta para este assunto, sendo muito importante continuar este estudo e perceber exatamente qual o impacto dos microplásticos para a nossa saúde. Agora que sabemos que pode efetivamente ter algum impacto, há que dar especial importância por exemplo aos bebés, que são alimentados a partir de recipientes de plástico que libertam microplásticos, levando-os a ingerir milhões deste tipo de partículas diariamente.

Escolhi trazer esta notícia pois quando li o título deixou-me bastante curiosa e preocupada ao mesmo tempo. Nos últimos tempos tem-se investido e alertado muito para a necessidade de reduzir o consumo e desperdício de plástico, que já causou danos irreversíveis no planeta. Já sabia do impacto que os microplásticos tinham na poluição do planeta e morte de espécies marinhas mas nunca tinha pensado que algum dia podiam ser uma ameaça à saúde humana desta forma. Apesar de não se saber ainda ao certo o que é que este material pode fazer ao nosso corpo, acredito que este seja motivo de preocupação acrescida e mais uma forte razão para as pessoas estarem mais alerta para a quantidade de plástico que utilizam e acabam por ingerir. A verdade é que não sabemos se num futuro próximo esta pode vir a ser uma das causas que gera mais mortes por ano, doenças ou o que quer que seja que ainda não sabemos. Espero então que se invista com alguma rapidez neste estudo de modo a descobrir o mais rápido possível o impacto e as possíveis soluções para este novo problema.

Obrigada!!



- abril 6, 2022

Boa tarde e espero que esteja tudo bem com vocês! Na publicação de hoje não vou apresentar-vos uma notícia e refletir sobre a mesma, mas sim falar sobre uma doença autoimune: a alopecia.

O que é?

A alopecia uma doença que resulta de uma reação imunitária anormal (autoimune) contra os folículos pilosos (estruturas onde o cabelo cresce), provocando queda de cabelo em aglomerados ou até mesmo por completo em todo o corpo. Na maioria dos casos, o cabelo cai em pequenas secções, mas os padrões da queda podem variar, existindo situações em que o cabelo volta a crescer, podendo ou não cair novamente.

Quais os principais tipos de alopecia?

Existem várias classificações nesta doença que dependem da origem, dimensão e localização da queda de cabelo. Contudo, os dois principais tipos são:

  • Alopecia areata- um dos tipos mais frequentes, caracterizado pela queda de cabelo em formato circular nas zonas do couro cabeludo, barba, axilas, etc…

  • Alopecia androgenética- este tipo de alopecia está associada a problemas hormonais ou genéticos (de hereditariedade). Afeta maioritariamente os homens e é associada à calvície comum (vulgarmente conhecida como calvície).

Causas específicas no sexo feminino e masculino:

Em geral, esta doença pode afetar ambos os sexos e manifesta-se geralmente antes dos 30 anos, podendo ainda ocorrer em qualquer altura da vida. Porém, afeta mais frequentemente os homens.

  • Nos homens, existe uma grande probabilidade do aparecimento de alopecia androgenética (calvície) devido a antecedentes familiares (genética), tipicamente com alterações hormonais.
  • Já nas mulheres, o aparecimento da alopecia é frequentemente associado ao stress e às alterações hormonais que ocorrem na gravidez ou menopausa, sendo raramente hereditária ou genética. Para além disso, estando associada a desequilíbrios hormonais, até a interrupção da pílula pode ser causadora da queda de cabelo, mesmo em mulheres mais jovens.

Esta patologia acaba por ter mais impacto no sexo feminino a nível emocional pois, sendo esta uma doença que afeta esteticamente as pessoas, a queda de cabelo provoca tipicamente problemas acrescidos de baixa autoestima. O problema pode chegar até a desencadear ansiedade e depressão em casos mais graves, o que gera uma queda de cabelo mais acentuada.

Quais os tratamentos?

Como vimos até aqui, a alopecia é uma doença que pode estar relacionada com vários fatores e patologias, sendo o seu prognóstico muito variável.

No caso da alopecia areata ou androgenética existe a possibilidade de o cabelo crescer após a queda inicial. Porém, por ser uma doença tão imprevisível existe a possibilidade de uma nova queda de cabelo.

Nos dias de hoje existem várias opções terapêuticas que permitem fazer com que o cabelo cresça mais rapidamente, evitando perda de cabelo no futuro:

  • Uso de corticosteroides (cortisona) - remédios anti-inflamatórios generalizados para doenças autoimunes que podem ser administrados em forma de injeção, pomada ou comprimidos;
  • Imunoterapia- tratamento biológico que tem como objetivo potencializar o sistema imunitário de maneira a que este possa combater infeções e outras doenças. Normalmente são realizadas várias sessões onde são aplicados produtores químicos no couro cabeludo que, após uma reação inflamatória cutânea, faz o cabelo crescer.
  • Minoxidil- medicamento que estimula o crescimento capilar visto que aumenta o calibre dos vasos sanguíneos, melhora a circulação sanguínea no local e prolonga a fase de nascimento e crescimento do cabelo.

Bem, escolhi fazer esta publicação pois na disciplina de Biologia estivemos a dar o sistema imunitário e doenças autoimunes. Na altura, o professor sugeriu que fizéssemos até à interrupção letiva uma publicação a falar sobre alguma doença sobre a qual ainda não tínhamos falado.

A razão pela qual escolhi a alopecia foi bastante interessante e surgiu no dia em que aconteceu o tal “episódio” nos Óscares deste ano, em que o Will Smith agrediu o Chris Rock no palco após este fazer uma piada sobre a sua mulher e sobre ela ter o cabelo rapado. Quando fui ler a notícia percebi que a mulher tinha rapado o cabelo devido a uma doença chamada alopecia e, quando fui pesquisar mais a cerca disso, acabei por descobrir que se tratava de uma doença autoimune e decidi que era sobre essa que ia falar.

Obrigada e vemo-nos na próxima publicação!


-março 24, 2022

Olá a todos! Hoje a reflexão é um bocadinho diferente, visto que vos vou falar sobre uma visita de estudo a um museu na cidade de Abrantes.

Na quinta-feira, dia 17 de março, alguns alunos de Psicologia, Biologia e Aplicações Informáticas foram com os professores dessas mesmas disciplinas ao MIAA (Museu Ibérico de Arqueologia e Arte de Abrantes). A publicação de hoje foi sugerida pelo professor de Biologia e consiste em identificar e justificar a obra ou peça do museu que mais suscitou o meu interesse.

Falando primeiro um pouco do museu, está instalado no antigo Convento de S. Domingos na cidade de Abrantes e é um museu de Arqueologia, História e Arte. Integra peças do acervo municipal de arqueologia e arte do Município de Abrantes, recolhido desde os anos vinte do século XX, pinturas e desenhos da pintora Maria Lucília Moita e parte da Coleção Arqueológica Estrada (doadas ao município). O MIAA reconstitui os contextos históricos para melhor compreender o passado, através de um arco cronológico e todas as peças estão expostas nas seguintes salas: Escultura Romana; Pré-História; Idades do Bronze e do Ferro; Antiguidade; Tesouro; Arte da Idade Média e Idade Moderna; Escultura da Idade Média e do Renascimento de Abrantes e Maria Lucília Moita.

Gostei em particular de duas salas no museu. Uma das salas tinha bastantes peças da Grécia antiga que têm desenhos lindíssimos daquela época. Nunca gostei muito de história mas se há algo que me lembro de gostar minimamente era desta parte da arte e de como as pessoas naquela altura pintavam elementos figurativos nas peças que representavam animais, figuras humanas, representações de batalhas, cerimónias, etc... Para além disso, nessa sala também estavam umas jarras, algumas muito detalhadas e que tinham uma cor e design incrível. Por vezes até é estranho pensar como é que já se faziam coisas como estas  há tantos séculos atrás.

A outra sala que gostei especialmente foi das últimas que vimos: a do Renascimento de Abrantes e Maria Lucília Moita. Algumas das suas pinturas muito simples e abstratas surpreenderam-me. Acho que exatamente por terem essa simplicidade e beleza deixa com que cada pessoa interprete o quadro da maneira que quiser e entender. Gosto deste tipo de obras mais abstratas que sinto que podia ficar a olhar para elas durante muito tempo sem me cansar e ficar a refletir sobre os seus diferentes significados, mesmo que eventualmente possam nem ter nenhum.

Se alguma vez tiverem oportunidade de visitar Abrantes aconselho que visitem este museu. Mesmo para quem não tenha muito interesse por História, vale a pena só pela experiência e para apreciar as peças e a arte.

Espero que tenham gostado, até à próxima :)


-março 17, 2022

Olá! Hoje finalmente saiu a notícia pela qual todos nós estudantes do secundário esperávamos: a confirmação de que, tal como nos últimos dois anos, os exames nacionais não terão impacto na nota final dos alunos e apenas se tem de realizar exame às disciplinas específicas para o acesso ao ensino superior.

Decidi falar deste assunto pois é algo que já estava à espera de saber há algum tempo, visto que este ano a confirmação saiu bastante tarde. Penso que os exames nacionais, num ano normal, terem 30% de peso na nota final das disciplinas sujeitas a exame não tem muito sentido. Com apenas 14 ou 15 anos já temos de decidir o curso que queremos escolher, a maior parte sem ter noção do que quer fazer no futuro e, mesmo assim, é obrigatório realizar a prova a quatro disciplinas específicas no 11º e 12º ano. Isto, muitas vezes, desce bastante as notas a essas disciplinas e, consequentemente, a média, sendo que muitas pessoas provavelmente só precisariam de um ou dois desses exames para no futuro ingressar o ensino superior. Para além disso, seja num ano normal ou especial como os que estamos a viver agora, a maioria das Universidades e cursos superiores dão muito peso à nota de um exame que se faz numa sala em duas horas e meia, muitos deles até a mesma percentagem que se dá à média de três anos de trabalho e esforço no secundário. Porém, fico muito feliz que assim seja este ano mesmo achando que devia ser sempre assim. O ano passado só fiz o exame de Biologia que não me correu bem, por isso este ano tenciono repeti-lo e fazer também o de português.

E vocês, também acham que os exames deviam ser como sempre foram ou deviam ser opcionais?

 

-março 10, 2022

Boa noite e espero que o vosso fim-de-semana esteja a correr bem! Hoje venho dar-vos a conhecer uma notícia que saiu sobre cinco formas (menos óbvias) de ajudar a Ucrânia.

Numa situação de crise humanitária, todos nós temos o dever de ajudar e a verdade é que todas as formas de ajuda contam e podem fazer a diferença na vida destas pessoas. Doações, produtos alimentares, roupas e kits de primeiros socorros são sempre necessários mas há outros tipos de bens que fazem falta e nem sempre são vistos como prioridades.

- Produtos para animais de estimação-

Milhares de animais de estimação também sofrem com a devastação da guerra e alguns também têm fugido com os seus donos, requerendo cuidados básicos e de saúde, alimentos e abrigo. Para ajudar, é possível contribuir com ração, medicamentos e produtos de higiene para animais, em qualquer organização que esteja a recolher donativos. Há também movimentos específicos como a organização americana Harmony Fund, que se está a mobilizar para angariar donativos em dinheiro para os animais na Ucrânia.

- Pensos higiénicos e tampões-

Com os supermercados vazios, a necessidade de fazer viagens longas e a estadia em abrigos provisórios, as pessoas não têm acesso a produtos como escovas, pasta de dentes, champô e gel de banho. O mesmo se aplica a produtos de higiene feminina, essenciais durante o período menstrual, como tampões, pensos higiénicos e toalhitas. Estes bens já passaram a ser considerados prioritários por algumas organizações que estão a fazer recolha porque, comparativamente a outros produtos, continuam a ter um número reduzido. Estão a ser pedidos em locais como a Câmara Municipal da Amadora, a Câmara Municipal de Almada e a loja japonesa Kuri Kuri, localizada no Porto.

- Produtos infantis e material de apoio psicossocial-

Com a comum falta de condições nos abrigos e entre viagens, o acesso a fraldas, leite em pó, comida para bebé e produtos de higiene infantil é escasso. Associações como a Unicef estão a desenvolver campanhas direcionadas à ajuda infantil com a recolha destes bens específicos, considerando ainda o apoio psicossocial —​ também é necessário ajudar as crianças a manter a calma e retirar o foco da situação de stress em que se encontram. Para isto, além dos bens de necessidades básicas, podem oferecer-se materiais como livros infantis ou de colorir, lápis de cor, entre outros.

- Recolha de alimentos para pessoas com restrições alimentares-

No seio de uma crise, é fácil esquecer que nem todas as pessoas estão expostas às mesmas condições, sobretudo no que se refere à alimentação. A doação de alimentos específicos para pessoas com alergias ou intolerância à lactose pode fazer a diferença. Embora não haja muitos movimentos destinados a este fim, Margarida Abreu está a promover uma recolha de bens alimentares para serem entregues à Associação de Celíacos da Ucrânia. 

-Carregadores e Powerbanks-

Com a evolução da era digital, uma parte integrante das nossas vidas é o telemóvel. Mas, numa situação de guerra, este aparelho torna-se crucial para permitir contactos de emergência e entre familiares ou amigos, quer seja dentro ou fora do país. Como tal, donativos que podem ser muito importantes são carregadores e powerbanks que permitam que os refugiados se mantenham contactáveis. São várias as entidades espalhadas pelo país que apelam a este tipo de bens, incluindo a Câmara Municipal de Espinho, a Câmara Municipal de Faro…

Escolhi trazer-vos esta notícia porque neste período de guerra e sofrimento existem milhões de pessoas a deixar tudo para trás: as suas casas, os seus bens, os seus empregos, o seu país e até mesmo parte das suas famílias. Acredito que seja um dos maiores sofrimentos que o ser humano pode experienciar e é preciso alertar e dar a conhecer todas as formas possíveis de ajudar quem mais precisa neste momento. Se o mesmo estivesse a acontecer no nosso país também queríamos que fizessem o mesmo connosco, de maneira a sentirmo-nos apoiados num momento como este. É então o nosso dever como sociedade fazer o que está ao nosso alcance para de alguma maneira salvar estas vidas. Se cada um de nós ajudar nalguma coisa, tenho a certeza que talvez consigamos trazer um pouco de felicidade a estas pessoas que estão a passar por este período de tristeza e horror.

Espero que vos tenha sensibilizado e que ajudem a contribuir para esta causa!

-fevereiro 27, 2022

Boa tarde! A notícia de hoje é sobre uma mulher que ficou curada do HIV após um novo tratamento.

Primeiro explicando um pouco melhor, o HIV ou VIH é o Vírus da Imunodeficiência Humana, um vírus que afeta e enfraquece o sistema imunitário, que é o responsável por defender o organismo das infeções e das doenças. Esta infeção, de acordo com o conhecimento científico atual, deve ser tratada durante toda a vida e apesar de existirem medicamentos que a controlam, não a conseguem eliminar. Na pior das hipóteses, se este vírus causar danos demasiado severos no sistema imunitário da pessoa, esta pode desenvolver uma doença muito conhecida e falada nos dias de hoje: a SIDA (Síndrome de Imunodeficiência Adquirida).

Esta notícia fala então sobre uma doente norte-americana que parece ter ficado curada do VIH depois de ter recebido um transplante de células estaminais de um dador que era naturalmente resistente ao vírus que causa a sida. O caso desta mulher foi apresentado na Conferência sobre Retrovírus e Infeções Oportunistas, em Denver (Estados Unidos), e envolveu a utilização de sangue do cordão umbilical, uma nova abordagem que pode tornar o tratamento disponível para mais pessoas.

Além de VIH, a mulher também tinha leucemia e desde que recebeu o sangue do cordão para tratar a sua leucemia mieloide aguda (um cancro que afecta a medula óssea), a mulher esteve em remissão e livre do vírus durante 14 meses – isto sem que fosse necessário nenhum tratamento contra o VIH, a conhecida terapia antirretroviral.

Os dois primeiros casos deste género aconteceram em homens, que receberam células estaminais adultas, o que é frequentemente usado em transplantes de medula óssea. “Este é agora o terceiro relato de uma cura neste contexto, e o primeiro numa mulher que vivia com VIH [utilizando especificamente células estaminais do sangue do cordão umbilical] ”, afirma Sharon Lewin, presidente da Sociedade Internacional de Sida, em comunicado. Os outros dois casos pertencem ao “Paciente de Berlim”, Timothy Ray Brown, que ficou livre do vírus durante 12 anos até morrer em 2020 de cancro. Em 2019, outro doente, depois identificado como Adam Castillejo, também ficou curado.

O caso desta mulher faz parte de um grande estudo liderado pela Universidade da Califórnia em Los Angeles e pela Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, que pretende seguir 25 pessoas com VIH que foram submetidas a um transplante com células estaminais retiradas do sangue do cordão umbilical para tratamento de cancro ou outras doenças graves.

Escolhi trazer esta notícia porque acho muito importante partilhar com as pessoas estas novas "pequenas grandes" descobertas feitas pela ciência. Apesar de este tratamento não ter sido ainda testado em muitas pessoas, é notório o impacto positivo que teve nestes pacientes. É já um grande avanço esta mulher ter ficado livre do VIH durante mais de um ano sem nenhum tipo de medicamento. Ao estar livre do vírus, mesmo que não seja permanentemente, a chance de desenvolver SIDA é muito reduzida. Penso que estes casos nos deem alguma esperança de que cada vez estamos mais próximos de achar a cura para este tipo de doenças crónicas que matam tanta gente por ano. É algo que se estuda e tenta descobrir há muitos anos e cada nova descoberta e novo tratamento pode ser um passo mais próximo para fazer com que um dia mais tarde estas doenças não provoquem um número tão elevado de morte e sofrimento.


Espero que tenham gostado e até à próxima!

-fevereiro 18, 2022

Olá e sejam bem-vindos à primeira publicação do segundo e último semestre deste ano letivo!

Hoje trago-vos uma reflexão sobre a notícia que saiu no final de Janeiro com o título: Hospital nega transplante de coração a paciente sem vacina nos EUA.

Ferguson, de 31 anos, sofre de um problema cardíaco hereditário que faz com que os seus pulmões se encham de sangue e fluidos e, por isso, precisa de um coração novo.

Está hospitalizado desde novembro no Brigham and Women’s Hospital, um hospital em Boston que o retirou da lista para receber um transplante de coração por, pelo menos em parte, não ter a vacina contra a covid-19. Citado pela BBC, o pai do rapaz justificou que a vacina vai contra “princípios básicos” do filho, que teme que a toma da vacina possa originar uma inflamação cardíaca que enfraqueça ainda mais o seu coração. No entanto, esse é um efeito raro da vacinação que o CDC (Centro de Controlo e Prevenção de Doenças) dos Estados Unidos enfatiza ser raro e temporário.

O hospital explicou então que, ao retirar este paciente da lista estava apenas a seguir a sua política para transplantes e que a escassez de órgãos justifica o sucedido:

"Dada a escassez de órgãos disponíveis, fazemos tudo o que podemos para garantir que um paciente que recebe um órgão transplantado tenha a maior probabilidade de sobrevivência", reagiu a instituição, que requer que os candidatos a transplante estejam vacinados contra a covid-19 e adotem comportamentos de estilo de vida que criem "a melhor possibilidade de uma operação bem-sucedida", de forma a "otimizar a sobrevivência do paciente após o transplante, uma vez que seu sistema imunológico é drasticamente suprimido e até uma constipação pode ser fatal”.

O hospital acrescentou ainda que a maioria das 100 mil pessoas em lista de espera para transplantes de órgãos não receberá um órgão dentro de cinco anos devido à escassez.

Esta notícia fez-me pensar sobre os benefícios que a vacina traz e também sobre as consequências para quem não escolhe tomá-la. Estamos “fartos de saber” que a vacina é segura, eficaz e, para além de proteger cada um de nós no combate ao vírus, é essencial na proteção de toda a sociedade. Já tinha conhecimento de algumas restrições feitas a pessoas não vacinadas como por exemplo na Alemanha, em que estas pessoas foram proibidas de entrar em bares e restaurantes. O que eu nunca tinha pensado é que, para além destas restrições que alguns até podem não dar importância, o não estar vacinado podia ser crucial numa situação de “vida ou morte”. Este paciente decidiu não se vacinar por várias razões e por medo que fosse acontecer algo pior. Porém, mesmo depois de profissionais confirmarem que tais acontecimentos, se eventualmente acontecessem, não seriam prejudiciais, ainda assim o rapaz não o fez, o que poderá levar à sua morte.

Por fim, na minha opinião o que o hospital fez faz todo o sentido visto que, se quem tem a vacina está mais protegido e tem mais probabilidade de sobreviver, há que dar essa oportunidade (visto que há muito poucas) aos que têm a chance de realmente sobreviver. Afinal de contas, estar vacinado só traz benefícios, protegemo-nos e protegemos os outros e quem sabe pode ser um “passaporte” se alguma vez nos encontrarmos numa situação parecida com esta!

link:https://expresso.pt/internacional/2022-01-25-doente-nos-estados-unidos-retirado-da-lista-para-transplante-de-coracao-por-recusar-vacina-contra-a-covid-19

Espero que tenham um bom fim de semana e vemo-nos na próxima publicação!!

SEGUNDO SEMESTRE


-janeiro 23, 2022

Boa tarde!  Hoje estou de volta com mais uma reflexão.

Na quinta-feira passada realizámos a última tarefa sumativa do semestre na disciplina de Biologia. Esta consistia em cada um de nós fazer a apresentação oral do e-portfólio de aprendizagem construído desde o início do ano letivo. Para isso tivemos de escolher três publicações do blogue individual e uma de grupo, assim como explicar o porquê de as termos publicado e relacionar com os temas Ciência, Tecnologia, Sociedade e Ambiente.

Apesar de não ser grande fã de apresentações orais porque me deixam nervosa, penso que a minha correu bastante bem. Acho que esta avaliação é bastante importante pois nos dá uma oportunidade de apresentar e expor temas que nos agradam mas ao mesmo tempo relacionar com a disciplina de Biologia e dar a conhecer novas coisas às outras pessoas, aprendendo também com elas. Confesso que prefiro este tipo de avaliação do que estudar matéria e aplicá-la num teste ou ficha, apesar de também ter a sua importância.

Para além disso, desde a criação deste e-portfólio tenho visto diversas notícias diariamente, o que se tornou um interesse meu por saber o que se passa no mundo e à volta dele e não exclusivamente à procura de algo para publicar no blogue.

Por fim, no segundo semestre vou esforçar-me mais para fazer reflexões um pouco mais profundas quando fizer alguma publicação.

Obrigada e bom domingo!

-janeiro 12, 2022

Olá a todos e sejam bem-vindos a mais uma publicação sobre o tema mais falado nestes últimos dois anos; a Covid-19.

Hoje trago-vos uma notícia que saiu ontem acerca de um grupo de investigadores Japoneses que, recorrendo a avestruzes, desenvolveu máscaras que através de luz ultravioleta são capazes de detetar se uma pessoa está, ou não, infetada com o vírus.

Esta investigação foi liderada por Yasuhiro Tsukamoto e começou em Fevereiro de 2021, quando o grupo de cientistas da Kyoto Prefectural University, no Japão, após observar que as aves demonstravam uma forte resistência à Covid-19, injetaram uma forma não ameaçadora do vírus nas avestruzes-fêmeas, o que permitiu a remoção de anticorpos dos seus ovos com sucesso e sem nenhum risco para estes animais. Tsukamoto confessou:

“Podemos produzir anticorpos em massa a partir de avestruzes a um baixo custo. No futuro, quero transformá-lo num kit de teste fácil que qualquer pessoa possa utilizar.”

Criaram então um filtro que é colocado dentro da máscara e, sensivelmente após oito horas de utilização, este é retirado e pulverizado com um corante que contém anticorpos do novo coronavírus. Depois de pulverizados e observados sob a luz ultravioleta, o filtro brilha caso a pessoa esteja infetada.

Curiosamente, o próprio Yasuhiro Tsukamoto descobriu que estava com covid quando estava a usar uma destas máscaras experimentais, sendo a infeção confirmada por um teste PCR.

A grande vantagem destas máscaras é, como referiu o líder da investigação: “…que as pessoas assintomáticas podem detetar facilmente o coronavírus”. O início da venda destas máscaras no mercado está previsto para este ano, assim que o projeto for aprovado pelo Governo Japonês.

Apesar de já ter publicado aqui no blogue outra invenção que pode ser uma grande ajuda no combate à pandemia, acho que nunca é demais partilhar e dar a conhecer ás pessoas estas novas criações. É graças a estas que é possível estarmos mais prevenidos, protegidos e quem sabe mais perto de voltar à normalidade.

link:https://cnnportugal.iol.pt/mascaras-covid-19/investigacao/investigadores-japoneses-desenvolvem-mascaras-que-brilham-quando-detetam-covid-19/20281231/61dddf960cf2cc58e7dc8719

-janeiro 2, 2022

Boa noite e espero que este ano tenha começado da melhor maneira para vocês!

Para a primeira publicação de 2022 venho falar-vos do projeto #TeamSeas. Este foi criado a 29 de outubro de 2021 pela comunidade do YouTube por Mr. Beast e Mark Rober (dois youtubers com muitos milhões de subscritores conhecidos mundialmente).

 Com o apoio de milhões de fãs, tinham a meta de remover 30 milhões de libras de lixo de rios, praias e oceanos até ontem, dia 1 de Janeiro de 2022. Qualquer pessoa pôde (e ainda pode) doar a quantidade que quiser e, por cada libra doada no site TeamSeas, é removido meio quilograma de lixo. Pela manhã do dia 1 de Janeiro esta marca já tinha sido atingida, o que significa que em pouco mais de dois meses foi possível reduzir cerca de 15 mil toneladas de lixo.

Este lixo foi maioritariamente apanhado pelas “interceptors”, mais conhecidas por “floating trash-eating robots”. Mas foi graças ao inventor, ambientalista e fundador da Ocean Cleanup de 27 anos Boyan Slat que estas máquinas foram criadas. Quando tinha 16 anos, enquanto fazia mergulho, este jovem ficou indignado ao perceber que haviam mais plásticos do que peixes à sua volta. Desenvolveu então este método de limpeza de detritos de plástico nos oceanos.

Estas máquinas, que funcionam a luz solar, são atracadas à margem do rio e o lixo flutua ao longo do mesmo, sendo apanhado por uma "barreira", que o leva até à boca da máquina. Esta barreira apenas cobre 45cm de profundidade, permitindo aos peixes fazerem o seu percurso normal. O lixo é então despejado em contentores, que quando cheios, podem ser levados até à margem para serem esvaziados.

Não posso deixar de mencionar que todo o dinheiro angariado vai para a Ocean Cleanup para ser possível o uso das maquinas nos rios mais poluentes do mundo, e a outra metade vai para a limpeza das praias, focando assim nos principais fatores da poluição dos oceanos: o lixo do rio e o lixo das praias.

Escolhi partilhar com vocês este projeto pois o problema da poluição plástica dos oceanos é enorme. A verdade é que os oceanos constituem o maior reservatório natural de carbono dos gases do efeito estufa, o que contribui para o aumento do aquecimento global e destruição dos habitats marinhos. Todos nós temos então um papel a desempenhar nesta luta, não importa onde estejamos no mundo e este projeto permite que, à distância, possamos fazer alguma diferença no futuro do nosso planeta. 

link: https://teamseas.org/ 


-dezembro 5, 2021

Olá, e sejam bem vindos a mais uma reflexão um bocadinho diferente do habitual!

Na quinta-feira, dia 2 de dezembro, fizemos a primeira ficha de avaliação sumativa na disciplina de Biologia sobre o Património Genético: Mendelismo e Extensões ao Mendelismo. No final da aula, o professor sugeriu-nos então que fizéssemos uma reflexão no blogue sobre a ficha, respondendo a estas questões: Qual a questão que mais te surpreendeu e porquê? Tendo em conta como correu, o que posso fazer para melhorar?

Bem, penso que não houve nenhuma questão que me "surpreendeu" mas a que me fez ficar mais tempo a pensar foi uma pergunta do domínio 2 sobre variáveis independentes controladas. No geral a ficha correu me bastante bem e, para melhorar, talvez deva ler mais vezes e com mais atenção as perguntas que estou em dúvida entre, por exemplo, duas alíneas. Para melhorar na parte do trabalho prático, laboratorial e experimental acho que fazer exercícios de exames de anos anteriores me pode ajudar a entender melhor certos aspetos e a analisar os dados.

Boa noite!

-dezembro 1, 2021

Boa tarde! Hoje venho falar-vos de uma notícia que saiu no dia 23 deste mês sobre uma pastilha elástica que pode ser mais uma "arma" na luta contra a Covid-19.

Infelizmente, estamos a viver numa situação pandémica há quase dois anos e é algo muito incerto, pois não podemos prever o seu fim. Como sabemos, o vírus SARS-CoV-2 pode propagar-se a partir da boca ou do nariz de uma pessoa infetada através de pequenas partículas líquidas que a pessoa emite quando tosse, fala, canta ou respira. Qualquer pessoa pode ser infetada ao inspirar o vírus se estiver perto de alguém com COVID-19

Esta pastilha elástica experimental, que contém uma proteína capaz de "reter" as partículas do coronavírus, pode limitar a quantidade de vírus na saliva e ajudar a conter a transmissão de SARS-CoV-2 quando as pessoas infetadas estão a tossir, a respirar ou a falar. Mas como??

A particularidade desta pastilha deve-se ao facto de esta conter cópias da proteína ACE2 encontrada na superfície das células, e que o vírus usa como porta de entrada para invadir as células e infetá-las.


Nas experiências de laboratório, foram usadas amostras de saliva e amostras retiradas de zaragatoas feitas a indivíduos infetados. Verificou-se que as partículas do vírus se ligam aos "recetores" ACE2 na pastilha e, quando mastigada, a proteína atrai o vírus que para de circular no interior da boca. Os cientistas verificaram então que a carga viral nas amostras caiu mais de 95%.

Apesar  da especificidade desta pastilha elástica, esta tem o sabor normal de uma pastilha como as que comemos de vez em quando e pode ser armazenada por anos em temperaturas normais, sem que a sua mastigação danifique  as moléculas da proteína ACE2, como garantem os investigadores.

A grande vantagem do uso desta pastilha que reduz a carga viral na saliva seria o aumento do benefício oferecido pelas vacinas e, em particular, seria bastante útil em países onde as vacinas não estão disponíveis ou são escassas.

Escolhi falar sobre esta notícia pois, não só me chamou à atenção, mas também achei importante dar-vos a conhecer este tipo de inovações que às vezes não são tão faladas ou as pessoas não ligam muito. Felizmente, temos a oportunidade de poder ser vacinados e no nosso país a taxa de vacinação é bastante elevada mas estamos ainda longe de conseguir uma resposta global para esta situação. Creio então que é muito importante ter conhecimento destas invenções pois nos podem auxiliar e ajudar a estar um passo mais perto do fim de tudo isto, que é o que todos nós queremos: ter uma vida "normal" outra vez.


Obrigada e bom feriado!

-novembro 26, 2021

Olá a todos e sejam bem vindos a mais uma publicação!

Hoje venho falar um pouco sobre o porquê dos cheiros nos trazerem tantas lembranças. Fiz esta pesquisa por uma razão específica, que vos irei explicar no final.


"O cheiro de cada lembrança é como uma máquina do tempo das sensações."


Bastam apenas poucos segundos para que os aromas ou cheiros nos tragam uma memória viva de um acontecimento, seja ele bom ou mau, e acho que todos nós já experienciamos uma situação destas. Este é o poder da memória olfativa. Esta é como uma "biblioteca de cheiros" que vamos sentindo ao longo da vida e nos marcam de alguma forma. É uma das mais duradouras e intensas, ultrapassando a capacidade da visão e da audição de reter referências.


A intensa conexão entre o cérebro e o olfato gera recordações imediatas. Assim que captamos um aroma, o nosso cérebro faz imediatamente  uma relação entre o odor, os nossos sentimentos e o local no qual nos encontramos. Quando sentimos esse cheiro novamente, a memória afetiva é ativada e a conexão entre aroma e emoção torna-se percetível. Para além disso, o sentido do cheiro pode influenciar de maneira intensa o comportamento humano e provocar reações psicofisiológicas inconscientes como a calma, a agressividade, a saudade, o medo e muitas outras, dependendo da situação na qual o cheiro foi registado. Mas como, e porque é que isto acontece?


O olfato é o único dos nossos sentidos que tem ligação direta com a parte do cérebro que coordena a memória a longo prazo, as nossas emoções e o nosso comportamento: o sistema límbico. Desta forma, tudo o que ficou arquivado e foi verificado em termos de sentimentos e sensações pelo sistema límbico, está bastante mais próximo da parte do cérebro que vai interpretar o olfato. Esta proximidade faz então com que os cheiros despertem as nossas emoções de forma quase automática, remetendo-nos a várias lembranças, e isto explica o porquê de os cheiros serem mais fortes quando associados a lembranças do que a visão, ao contrário do que muitos de nós pensamos.


Escolhi este tema em específico por uma razão mais pessoal. Quando era pequena, lembro me que gostava de ver o meu avô paterno a fazer a barba e um dos produtos que ele usava tinha um cheiro bastante característico. Uns anos após ele falecer, quando fui a uma loja na minha cidade e abri um gel de cabelo para cheirar, veio-me imediatamente a memória do meu avô, daqueles momentos e do cheiro que eu tanto gostava. Achei incrível o quanto aquele cheiro me marcou e me fez relembrar disso, então fiquei a pensar qual seria a relação entre os aromas e as lembranças e o porquê daquele aroma me ter "afetado" tanto, daí ter escolhido falar sobre isso. Ainda hoje, sempre que vou a essa loja cheiro aquele produto e, após esta pesquisa, apercebi-me mais do quão incrível o corpo humano é.

Espero que tenham gostado e bom fim de semana!!


-novembro 20, 2021

Olá! A reflexão de hoje é bastante importante, mas um bocadinho diferente do habitual.
Este ano letivo, muitas escolas do país deixaram de funcionar por períodos e adotaram um regime semestral, como é o caso da escola que frequento. Com esta mudança, a meio dos semestres existem interrupções letivas, em que os professores falam sobre o nosso desempenho até essa data e nos enviam um documento com o feedback sobre a nossa evolução nos diferentes domínios da disciplina.

Assim, e como a primeira interrupção foi nos dias 18 e 19 deste mês, o professor de Biologia disponibilizou-nos esse documento e deixou a seguinte questão para cada um de nós refletir: "Explica a importância das informações sobre a evolução do teu desempenho, partilhadas pelo professor, para as próximas etapas das tuas aprendizagens a Biologia?"

Estes dados são importantes pois nos permitem, não só ter uma noção do que estamos a fazer bem, mas também onde temos de melhorar e evoluir.  Ao analisar o documento, percebi que estou bastante bem em todos os domínios mas posso melhorar no domínio da comunicação (D3), em particular nas apresentações orais. Devo então manter o meu esforço e desempenho e tentar aperfeiçoar o que não foi tão bom como eu queria.

Para concluir, é essencial receber estes dados de vez em quando (neste caso, nas interrupções) pois nos ajudam a alcançar os nossos objetivos pessoais e a progredir nas etapas que temos pela frente.


- novembro 5, 2021

Boa noite a todos e bem-vindos a mais uma reflexão! O tema de hoje não é feliz nem inovador como o último que abordei aqui no blogue, mas acho bastante importante dar a entender às pessoas a realidade em que muitas outras vivem.

No passado dia 10 de outubro de 2021, saiu uma notícia a falar das famílias Afegãs que vendem as suas filhas para não morrerem à fome.

A verdade é que o casamento infantil é praticado há séculos neste país. Segundo a UNICEF, 42% das famílias Afegãs têm uma filha que se casa antes dos 18 anos e a principal razão é económica, pois o casamento é visto muitas vezes como um método para garantir a sobrevivência de uma família. O problema é que a guerra, a seca, a pobreza e a pandemia pioraram drasticamente a situação da população e o país está agora, à beira de um colapso económico. O valor da moeda caiu, o preço dos alimentos dispararam, as empresas fecharam, os trabalhadores perderam os seus empregos e as famílias foram forçadas a vender tudo o que possuíam, incluindo as suas próprias filhas.

Vejamos o caso de algumas famílias:

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Farishteh (à direita) foi vendida por 3.3 mil dólares e Shokriya (nos braços do pai) por 2.8 mil.

A mãe, Fahima, não para de chorar desde que o marido disse que deveriam vender as suas filhas.

Assim que o valor total for pago, estas meninas vão ter de se despedir dos seus pais e do campo para deslocados onde esta família encontrou refúgio.



Sabehreh (à direita), de 25 anos, é vizinha de Fahima. Ela e a sua família foram apanhados a roubar comida de uma mercearia, e o dono do comércio ameaçou "prendê-los" caso não pagassem.

Para pagar a dívida, a família vendeu Zakereh (à esquerda), de três anos de idade que se vai casar com o filho de quatro anos do dono da mercearia.

"Não estou feliz por ter feito isto, mas não temos nada para comer nem beber. Se continuar assim, teremos de vender a nossa filha de três meses." diz 
                                                                                    Sabehreh.


Rabia, viúva de 43 anos também desalojada pela seca teve de vender Habibeh, a sua filha de 12 anos, por 550 mil dólares. Devia ter partido há um mês, mas implorou à família do seu futuro marido para esperar mais um ano.

"Eu quero ficar com a minha mãe", diz a adolescente  com os olhos tristes.

"O meu coração está partido mas tinha que salvar os meus filhos" afirma Rabia.

Estima-se ainda que mais de metade da população viva com escassez de alimentos e mais de três milhões de crianças com menos de cinco anos enfrentem malnutrição severa nos próximos meses.

Infelizmente, há muitos casos como estes e é algo que parte o coração só de ler. Com esta notícia e com os casos destas famílias percebi o valor que temos de dar às coisas e o quão desigual é o nosso mundo. Para nós, ter uma casa, ir à escola e ter comida e água todos os dias é algo que não damos muita "importância" pois estamos habituados a isso desde sempre. Temos todo um conjunto de necessidades básicas que, como podemos ver, há pessoas que têm de dar tudo o que têm (mesmo não tendo quase nada) para conseguir o mínimo para sobreviver. Não imagino como deve ser estar numa situação destas e espero que um dia todas estas famílias possam experienciar e usufruir de uma vida como a nossa.
 
Espero que reflitam também acerca disto e até à próxima!




- outubro 31, 2021


Olá a todos! Hoje venho falar-vos um pouco sobre uma notícia que saiu no dia 18 de outubro, Dia Mundial da Menopausa.

Filipa Fernandes, uma ex-aluna formada pela Escola de Engenharia da Universidade do Minho criou uma t-shirt que reduz os efeitos da menopausa e melhora o bem-estar de doentes. (Mas como é que isto é possível?)

Bem, esta t-shirt inovadora possui um revestimento estampado que regula a temperatura corporal da mulher, evitando que tenha afrontamentos (sintoma mais comum associado à menopausa, que se manifesta por uma sensação de calor que começa no peito e rapidamente se generaliza, podendo provocar suor excessivo), retenções de líquidos, alterações de humor, insónias e mal-estar.

A tecnologia designada RT aparece na t-shirt essencialmente na zona do tórax e da coluna e é baseada em silicone medicinal e materiais de mudança de fase. A RT armazena e liberta grandes quantidades de energia, armazenando calor durante o dia e libertando-o à noite. Na prática, o revestimento da t-shirt ajuda então o corpo na sua ação perante o calor (vasodilatação) e o frio (vasoconstrição). Este mecanismo de termorregulação é bastante eficaz face aos afrontamentos, que afetam 75-80% das mulheres durante este período.

Após dois anos de testes em laboratório e em contexto real, esta tecnologia foi aprovada pelo Infarmed, está agora no mercado e ao que parece tem surpreendido muitas pessoas pela positiva:

“Muitas senhoras que testaram surpreenderam-se com os benefícios de utilizar apenas esta t-shirt para reduzir os sintomas da menopausa, dizem que a sua vida se tornou mais agradável e confortável”, nota Filipa Fernandes. O feedback foi tão positivo que a cientista decidiu testar a inovação com mulheres em tratamento para o cancro ou que tinham tido essa doença. Funcionou de novo. “Algumas senhoras quiseram retirar a medicação habitual para o teste ser total e, no final, não voltaram a precisar de parte dela, por indicação do médico”, frisa. Filipa Fernandes considera os resultados das suas amostras “excelentes” face a estudos similares em revistas científicas internacionais e deve prosseguir as pesquisas. “Não estamos a tratar o cancro, mas estamos claramente a contribuir para uma melhor qualidade de vida das pacientes”, diz.

Mesmo antes de ler esta notícia, o título cativou me imenso e foi uma das razões pela qual decidi falar deste tema. Para além estar relacionada com o sistema reprodutor feminino (tema que estamos a abordar nas aulas de biologia), a menopausa é uma fase pela qual nós mulheres vamos passar e achei incrível uma “simples” t-shirt aliviar de uma maneira tão eficaz, não só os sintomas desta fase da vida, mas também contribuir para um maior nível de bem-estar de pessoas com doenças graves como o cancro.

link da notícia: https://lifestyle.sapo.pt/saude/noticias-saude/artigos/portuguesa-cria-tecnologia-que-reduz-efeitos-da-menopausa-e-melhora-o-bem-estar-de-doentes

Espero que tenham gostado e até à próxima!


- outubro 6, 2021

Após a reflexão em grupo sobre o artigo acerca do percurso de Diogo Pereira foi-nos pedida uma opinião mais pessoal sobre algo em particular que nos chamasse à atenção. Estas foram as palavras de Diogo que me fizeram refletir: "Sempre tive uma relação complicada com o desporto, tinha medo de explorar os limites do corpo. Mas o nosso corpo é a nossa casa, só temos uma e temos de cuidar bem dela. E eu pensei: eu tenho que conferir sustentabilidade de longo prazo ao corpo."

A minha perspetiva sobre este assunto é que, como desde muito cedo nos começamos a preocupar e focar em ser bem sucedidos na escola, ter boas notas e planear o nosso futuro, por vezes acumulamos bastante stress e esquecemo-nos de que é essencial tirar um tempo para nós e para a nossa saúde, tanto física quanto mental. Como Diogo referiu, é o nosso corpo que nos acompanha a vida toda e só temos um, por isso é importante tomar conta dele. Para além disso, o exercício físico e a produtividade são dois lados da mesma moeda. Os benefício de tirar 15 minutos do nosso dia para caminhar ou praticar algum desporto são imensos. Isto proporciona-nos, não só uma melhor qualidade de vida mas também mais foco, concentração, alívio do stress e um aprofundamento do autoconhecimento, como Diogo refere no artigo. 
 
Uma das nossas preocupações mais frequentes é também não conseguir conciliar as atividades de fora com as da escola, mas este jovem é a prova que isso não é de todo verdade. Mesmo tendo um ritmo de vida bastante acelerado, nada o impediu de arranjar um tempo para si próprio. Um dos meus objetivos é exatamente adotar uma rotina em que todos os dias dedique uma parte do meu tempo a isso e as palavras de Diogo motivaram-me e fizeram-me refletir sobre esse assunto.

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