Manipulação da Fertilidade: Diagnóstico de Infertilidade

Olá a todos e bem vindos a mais uma reflexão de grupo!

Uma das tarefas sumativas que tivemos de fazer nestas duas últimas duas semanas a Biologia foi elaborar um poster em grupo sobre a Manipulação da Fertilidade e apresentá-lo à turma. Foram sorteados seis temas pelos seis grupos e a nós calhou-nos o seguinte: Diagnóstico de Infertilidade, causas associadas a fatores ambientais e fatores biológicos masculinos. Achámos então que seria bom partilhar e dar-vos a conhecer o que aprendemos.

Para começar, é importante saber bem o que é a infertilidade. Pode ser definida como a incapacidade temporária ou permanente de conceber um filho, após um ano de tentativas sexuais sem a utilização de métodos contracetivos. Contudo, não significa que a gravidez não possa ocorrer de forma natural após esse período de tempo ou recorrendo a técnicas específicas, uma vez que a infertilidade total é uma situação rara. Segundo a OMS, esta é uma doença que atinge cerca de 15% dos casais em idade reprodutiva e as causas podem ser femininas ( normalmente em maior quantidade), masculinas, de ambos ou indeterminadas (das quais constam cerca de 10%).

O contacto que temos diariamente com certas substâncias ou estamos sujeitos em certas situações pode causar danos à fertilidade, tanto no homem como na mulher. Existem inúmeros fatores ambientais mas os principais são:

  • poluição do ar: Cerca de 99% da população respira ar com elevados níveis de poluentes, o que provoca, não só o agravamento de doenças respiratórias mas também problemas de fertilidade. Foi provado que a inalação de elevadas quantidades de gases tóxicos como o SO2 pode afetar até 25% das características morfológicas do esperma.
  • pesticidas e agentes químicos: Um estudo feito em Harvard mostra que as mulheres que comem uma ou mais porções diárias com elevados níveis de pesticida têm até 18% menos probabilidade de engravidar e 26% mais chances de ter um aborto espontâneo do que as que comem menos de uma porção. Para além disso, trabalhar com pesticidas em locais onde existem estufas é um risco adicional à fertilidade masculina.
  • radiações ionizantes: estas afetam principalmente pessoas sujeitas a tratamentos oncológicos como a radioterapia e a quimioterapia. Nas mulheres, estes tratamentos causam destruição e envelhecimento precoce dos óvulos, acabando com o número de óvulos disponíveis.
  • ondas eletromagnéticas: Uma pesquisa realizada no Instituto de Tecnologia do Israel indica que 47% dos homens que colocam o telemóvel no bolso da frente têm baixa concentração de espermatozoides, quando comparados com a restante população masculina. Isto deve-se ao facto do aquecimento causado pela atividade eletromagnética do telemóvel.
  • temperatura elevada: A temperatura é algo essencial para preservar a fertilidade. É sobretudo em profissões como a metalurgia, mais praticada por homens, que os trabalhadores estão sujeitos diariamente a temperaturas elevadas, o que pode dificultar a produção de esperma visto que os testículos o produzem mais facilmente quando a temperatura corporal é razoavelmente mais baixa.

Os fatores biológicos masculinos tanto podem estar presentes desde nascença, como se podem desenvolver, e os mais comuns são:

  • Produção insuficiente ou nula de espermatozoides- temos como exemplo a azoospermia que é definida pela ausência total de espermatozoides no sémen (ex.: imagem 3):
  • Percentagem elevada de espermatozóides anormais- os espermatozóides anormais podem ser prejudicados não só na mobilidade, mas também na capacidade de penetrar o óvulo (ex.: imagem 2);
  • Deficiência na mobilidade dos gâmetas (ex. imagem 1);
  • Problemas anatómicos ou fisiológicos ao nível do aparelho reprodutor.

Contudo, e como referimos no início, ser totalmente infértil é uma situação rara mas felizmente hoje conhecemos inúmeros tratamentos e formas de assistir e ajudar os casais que tanto desejam ter um filho biológico.

imagem 1, 2 e 3, respetivamente:










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